Coordenadora: Maria Cordélia Machado (MCT)
Participantes:
Ademilson Zamboni (MMA), Ana Luisa Soares (UNIVALI), Carmen Arroio (CNPq), Carmen Wongtschowski (USP), Celso Mauro CENPES/PETROBRAS), Gilberto Barroso (UFES), Katia Kuroshima (UNIVALI), Maurício Mata (FURG), Simone Cunha (UNIVALI)
Considerando:
- A inexistência de uma política de estado direcionada para ciência e tecnologia do mar;
- O distanciamento entre decisão política e demanda científica-tecnológica;
- A pulverização de recursos e ações desarticuladas entre órgãos e programas;
- Os diferentes níveis em que se encontram os conhecimentos científicos atuais sobre o ambiente marinho brasileiro, sua complexidade e multidisciplinaridade (aspectos oceanográficos, biológicos, econômicos, social e cultural, tecnológico e institucional);
- Necessidade premente de meios flutuantes de pesquisas oceanográficas para atender as diversas demandas de C&T do mar;
- Baixo envolvimento do setor privado nas ações de C&T mar;
- Falta de soluções tecnológicas próprias na exploração dos recursos marinhos;
- A falta de meios efetivos de comunicação dos resultados de C&T no mar para os tomadores de decisão e a sociedade;
As principais conclusões do GT “O Mar é Interdisciplinaridade” são:
- Necessidade de elaborar/ estabelecer uma “Política de C&T para o Mar” que possibilite a reversão do paradigma de aplicação de sua aplicação apenas como instrumento das políticas/planos setoriais.
- Criar um “fórum permanente para discussões de assuntos de C&T do mar” no âmbito da SBPC para:
- discutir e propor a “Política de C&T para o Mar”;
- propor meio para difusão e divulgação do conhecimento científico e tecnológico sobre o ambiente marinho;
- definir estratégias de comunicação para divulgação dos benefícios das C&T e da importância dos bens e serviços marinhos para a sociedade e tomadores de decisão;
- propor meios de fomento para articular, mobilizar e envolver os pesquisadores na formulação de políticas;
- contextualizar os avanços das ciências marinhas atualizando o estado da arte;
- levantar áreas com carência de informações visando homogeneizar o conhecimento científico sobre o ambiente marinho;
- Incentivar pesquisas em meso e larga escalas;
- buscar soluções para prover meios flutuantes de pesquisas oceanográficas no país.
- Criar um “fundo setorial específico para o mar”, com recursos continuados, orçamento anual próprio, através da contribuição quotizada de outros fundos que se relacionam com o mar;
- Fomentar a formação de recursos humanos específicos para os aspectos interdisciplinares das ciências do mar;
- Revitalizar o Conselho de Ciências do Mar - CCM;
- Propor a formação de redes de pesquisas interdisciplinares em ciências do mar, considerando a nova “Política de C&T para o Mar”;
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