E. Ciências Agrárias - 6. Zootecnia - 4. Produção Animal
A CONSCIENTIZAÇÃO DA PRODUÇÃO ANIMAL ENTRE OS QUILÔMETROS 81 E 150 DA BR 222 NO ESTADO DO MARANHÃO
Ednaldo da Silva Filho1 Leones Costa dos Santos2 Francisco Martins de Castro2 Marcone Helmer da Silva3
1. Prof. Genética e Melhoramento Animal do Curso de Zootecnia da UFMA-Chapadinha-MA 2. Graduandos do Curso de Zootecnia da UFMA, Campus de Chapadinha-MA 3. Graduando do Curso de Medicina Veterinária da UEMA, Campus Imperatriz-MA
INTRODUÇÃO:A região do Baixo Parnaíba do Estado do Maranhão é ligada ao Médio Tocantins pela Br 222, onde a Cidade de Chapadinha está localizada no quilômetro 81 e Vargem Grande no quilômetro 150. Ao longo desse trecho, existem vários povoados e algumas propriedades que produzem animais domésticos como caprinos, ovinos, eqüinos (cavalos e asinos), bovinos, suínos, aves (galinha caipira e galinha dangola) e trabalham com a extração da amêndoa da palmeira de Babaçu (Orbignya phalerata). Contudo, não há um sistema de produção animal com práticas tecnificadas. Sendo ainda um sistema rústico de se produzir animais o qual atrasa o desenvolvimento da pecuária na região. Além do mais, vários produtores não são conscientes e deixam animais soltos ao longo da Br provocando acidentes. Nosso objetivo foi avaliar a conscientização dos produtores e conhecer o perfil dos principais recursos genéticos de interesse dos povoados para uma possível estratégia de educação para produção e preservação desses recursos genéticos futuramente.METODOLOGIA:Após estabelecer os objetivos a serem avaliados, foi elaborado um questionário para entrevistar os produtores entre os quilômetros 81 e 150 da Br 222 no Estado do Maranhão, onde o mesmo constava de perguntar simples e direcionadas ao modo de produção, como: 1) Recursos genéticos criados, 2) Importância dos recursos genéticos, 3) Sistema de produção: Nutrição, Saúde, Reprodução e Instalações e por último (4) se os produtores são cientes de que animais não podem ser criados soltos e se há uma prática de não deixar animais soltos. Após aplicar o questionário, os dados foram tabulados em planilhas do Microsoft Office Excel 2004 e foram gerados vários cálculos e gráficos para melhor entendimento.RESULTADOS:Os recursos genéticos mais produzidos são Bovinos (49,1%), Galinhas caipiras (34,7%), Caprinos (6,8%), Ovinos (4,2%) e Eqüinos (cavalos e asinus) e Suínos (2,5%). A maioria de interesse para consumo e pouco se comercializa, porém, os eqüinos são de interesse para tração de coco-babaçu e transporte. A nutrição dos animais por Ração em 36,5%, principalmente galinhas e alguns bovinos, também por forragem (capim nativo do cerrado) (34,6%) para bovinos, caprinos, ovinos e eqüinos, algum tipo de suplementação mineral (19,2%) para bovinos e restos de alimentos (9,6%) para os suínos. Entre os entrevistados 46,5% criam os animais soltos e presos, 41,9% soltos e 11,6% presos. A maioria dos entrevistados (89,3%) não é acompanhada por veterinários e 57,2% não vacinam os animais, 32,1% vacinam e acompanha o calendário de vacina e 10,7% vacinam esporadicamente. O tratamento dos animais é feito em 64,3% por remédios farmacológicos e 35,7% caseiro e em caso de animais doentes, 65,2% abandonam os animais, 30,4% sacrificam e 4,3% sacrifica ou abandona. A reprodução do tipo controlada é realizada por 40% e aleatória por 60%. 92,9% sabem que não podem deixar animais soltos, desses 60,7% obedecem as legislações. Ainda observamos 22 caprinos, 30 asinus e 12 bovinos soltos durante a pesquisa.CONCLUSÕES:Os resultados indicam falta de conscientização dos produtores e isto é resultado de uma cultura atrasada que impede o desenvolvimento da produção animal na região. Sem auxílio técnico, sem programa de desenvolvimento sustentável, sem auxílio financeiro e sem perspectiva de desenvolvimento, sendo alguns desses a falta de energia elétrica, escolas e lideranças políticas voltadas para as necessidades da região. Assim, as necessidades locais de se alimentarem levam os povoados a produzirem animais para o próprio consumo e em poucas vezes para mercado devido à ausência de técnicas apropriadas de culturas animais. Portanto, as entidades de apoio como Universidades, EMBRAPA, SEBRAE, Bancos financiadores e secretarias estaduais e municipais e outros devem se integrar para melhor exploração dos recursos genéticos da região resultando em fonte de emprego, renda e educação para os produtores da Br 222 que é uma via de escoamento dos produtos agropecuários. Sem contar com o descaso de deixarem animais soltos ao longo da Br provocando acidentes que na maioria das vezes sacrifica animais e leva cidadãos a óbitos.
Experiências Inovadoras de Educação em Ciências
Palavras-chave: Produção animal, Baixo Parnaíba, Br 222
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