61ª Reunião Anual da SBPC
G. Ciências Humanas - 7. Educação - 18. Educação
AS POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO RIBEIRINHA NO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO/RO.
Berenice Perpetua Simão 1, 2
Renata dos Santos Luz de Oliveira 1, 2, 4
Geraldo de Magela Carvalho de Oliveira 3, 4
Norma Maria Coelho Vieira 2, 5
José de Souza Vieira 2, 5
1. Universidade Federal de Brasilia - UNB/FEFEAD -
2. Universidade Federal de Rondônia - UNIR
3. Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI - mestrando
4. Serviço Nacional de Aprendizagem - SENAI - Prof. ensino técnico
5. E.E.E.M. Jovem Gonçalves Vilela - prof. ensino médio
INTRODUÇÃO:
Refletir sobre a educação na Amazônia é também pensar na educação no campo, pois 90% do território estão em área não urbanizada; incluindo aí toda a questão ambiental e do desenvolvimento sustentável. Neste contexto entram em ação as políticas públicas dispensadas para organizar a educação na área ribeirinha, principalmente aquela que está distante da cidade há uma distância de 100 a 200 km, e que possuem suas peculiaridades locais. Para coordenar as atividades educacionais ali desenvolvidas a Secretaria dispõe de uma Divisão de Ensino Rural – DIER e dois Núcleos de Ensino: São Carlos - NESC e Calama - NEC. São Carlos, com mais de mil habitantes e Calama com mais de três mil habitantes. Estes dois distritos dispõem do ensino público que vai da educação infantil até o ensino médio, sendo este último de responsabilidade da esfera Estadual.
METODOLOGIA:
Após impetrar informações referentes a costumes, espaço geográfico, alimentação, investimentos básicos como saúde e educação, começou-se a coleta de dados para facilitar a investigação através de comprovação in loco da situação da população ribeirinha; onde constatou que grandes parcerias garantem à aplicabilidade das propostas necessárias a realidade; a Secretaria Municipal de Educação - SEMED tem buscado investir em contratação e capacitação de profissionais habilitados para atender na área educacional e ampliação do transporte escolar. Tem ainda mantido parcerias com Universidade Federal de Rondônia e EMATER, que vêm dando suporte e executando projetos grandiosos que resultaram em implantação de laboratório móvel, horta escolar; conscientização da necessidade de manter as matas ciliares, proporcionando assim, a aquisição de conhecimentos necessários para garantir o desenvolvimento sustentável da comunidade.
RESULTADOS:

Mudança no discurso e nas práticas em sala de aula é percebida pelos alunos do PROLICENCIATURA também aderido pela SEMED onde Governo Federal (MEC), Universidades (UNB e UNIR) fazem acontecer graduações à distância para professores não graduados ou graduados com atuação em área diferente de sua formação profissional. Os professores sentem a cada semestre e a cada módulo de estudo acadêmico uma necessidade urgente de mudanças em suas práticas e valoriza cada vez mais os saberes acadêmicos que por sua vez leva em consideração cada conhecimento prévio e experiência do professor em formação. O destaque dado aos saberes e experiências de cada aluno/professor é um espelho para a atuação do profissional da educação para que considere estes saberes de seus alunos também.  Estar no campo ou na área ribeirinha com a garantia de ter os estudos ao alcance local é um dos pontos principais não apenas para educação e sua qualidade de ensino, mas principalmente para fixar o homem no campo e os moradores das florestas em suas comunidades de origem.

CONCLUSÃO:

Por muito tempo a população ribeirinha foi ignorada por lideranças municipais e estaduais. As mudanças proporcionadas pela atual administração através das políticas educacionais implantadas pela Secretaria Municipal da Educação-SEMED e as parcerias estabelecidas com Universidade Federal de Rondônia e EMATER, têm oferecido uma educação com resultados qualitativos, proporcionando à comunidade resgatar um pouco da dignidade perdida pelo tempo através do descaso e total abandono das instituições governamentais.

Palavras-chave: políticas públicas, baixo madeira, educação ribeirinha.