64ª Reunião Anual da SBPC
G. Ciências Humanas - 7. Educação - 15. Formação de Professores (Inicial e Contínua)
POLÍTICAS E PERSPECTIVAS DE FORMAÇÃO CONTINUADA PARA OS PROFESSORES ALFABETIZADORES
Regiane Meres Menezes Brites 1
Edileuza Ferraz de Araújo 1
Cintya Mari da Cruz Silva 1
Marinalva Marques de Macedo 1
Regina Célia de Menezes 2
Ana Lucia Nunes da Cunha Vilela 3
1. Instituto de Educação - UFMT
2. SEDUC
3. Profa. Dra./ Orientadora - Depto Organização Escolar - UFMT
INTRODUÇÃO:
A formação continuada de professores alfabetizadores no Estado de Mato Grosso fundamenta-se no principio de que a formação continuada é processual, e de que ser formador de leitores e escritores de texto, implica desenvolver saberes (habilidade e competências) que mudarão sua prática em sala de aula proporcionando um aprendizado pleno e significativo para os alunos. Em nível estadual, as políticas de formação são desenvolvidas pela Secretaria de Educação (Seduc), por meio da Superintendência de Formação dos Profissionais da Educação Básica (SUFP) a fim de elevar a qualidade da educação nas escolas. Realiza-se através dos Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (CEFAPRO) que apoiam as ações desenvolvidas pelas escolas. Em nível municipal, em Cuiabá, a política de formação dos professores alfabetizadores é estabelecida e coordenada pela Coordenadoria de Formação da Secretaria Municipal de Educação. Identificar e compreender as políticas e perspectivas de formação continuada para professores alfabetizadores do município de Cuiabá/MT, assim como identificar as políticas públicas direcionadas à formação continuada dos professores alfabetizadores, constitui-se no objetivo do presente trabalho.
METODOLOGIA:
Como estratégias metodológicas foram utilizadas métodos e técnicas recorrentes no campo da pesquisa qualitativa e investigativa. Dessa forma utilizamos uma entrevista semi-estruturada com os técnicos da Secretaria Municipal de Educação (SME), observação in loco, e buscamos apoio na pesquisa bibliográfica, documental e análises dos dados obtidos. O trabalho de campo teve como abordagem prioritária o processo das concepções norteadoras das políticas de formação continuada de professores alfabetizadores do município de Cuiabá/MT. A pesquisa foi dividida em três etapas. A primeira consistiu em uma pesquisa bibliográfica, para aprofundamento teórico sobre a temática abordada e a perspectiva sobre os resultados dessas políticas de formação. Na segunda etapa foi realizada a pesquisa de campo, constituída de uma entrevista semiestruturada, que foi gravada, com o coordenador dos programas de formação continuada da Secretaria de Educação no município de Cuiabá/MT. Por fim, a terceira etapa finaliza a pesquisa com o tratamento e sistematização dos dados e posteriormente análise dos mesmos.
RESULTADOS:
A Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá tem como grande projeto o “Revitalizando a formação” que abriga vários outros projetos de formação continuada para profissionais da educação. Para os professores alfabetizadores encontram-se os projetos: Roda da Conversa que procura fazer da escola um espaço coletivo e formativo; o Pró-Letramento que busca instrumentalizar os professores do primeiro ciclo da alfabetização em Língua Portuguesa e Matemática e o projeto “Além da Sala de Aula” (ASA) que oferece suporte aos profissionais que atendem as salas de apoio na escola. A pesquisa apontou que a formação continuada de professores alfabetizadores é uma realidade no panorama educacional brasileiro, não só como uma exigência que se faz com relação aos avanços da ciência e da tecnologia, mas como processo de formação humana que se constrói e se conquista ao longo de sua vida profissional.
CONCLUSÃO:
A pesquisa constatou que formação inicial e a formação continuada de professores alfabetizadores precisa ser estruturada diferentemente dos moldes acadêmicos (teóricos) ou de moldes práticos (escolas e métodos). É necessário ao profissional de educação uma política de formação que privilegie a interlocução e a interação entre as instâncias formadoras (Universidade e Escola), para contemplar uma concepção reflexiva da profissão docente, promovendo, assim, a práxis dialética de sua formação. Nesse sentido, o educador fará do lugar em que atua um lugar de produção da consciência crítica e da ação qualificada. Em se tratando dos atores dos programas de formação continuada é evidente que a figura principal é a do profissional que frequenta os programas. O professor/aluno dos cursos e programas deve ter autonomia de escolha nesse processo e estar aberto a novos ensinamentos e novas aprendizagens e não pode considerar o seu “saber cristalizado”. Baseado nesse princípio, o educador fará do lugar em que atua um lugar de produção da consciência crítica e da ação qualificada.
Palavras-chave: Política de Formação, Formação Continuada, Professores Alfabetizadores.