| 64ª Reunião Anual da SBPC |
| A. Ciências Exatas e da Terra - 4. Química - 4. Química de Produtos Naturais |
| ESTUDO QUÍMICO E ATIVIDADES BIOLÓGICAS DAS FRAÇÕES DAS FOLHAS DE Mimosa caesalpiniaefolia Benth. |
| Nayana Bruna Nery Monção 1 Bruno Quirino Araújo 1 Romézio Alves Carvalho da Silva 1 Taciana Oliveira de Sousa 1 Edmilson Araújo Oliveira Júnior 1 Antônia Maria das Graças Lopes Citó 1 |
| 1. Depto de Química, Universidade Federal do Piauí - UFPI 2. Depto de Química, Universidade Federal do Piauí - UFPI 3. Depto de Química, Universidade Federal do Piauí - UFPI 4. Depto de Química, Universidade Federal do Piauí - UFPI 5. Depto de Química, Universidade Federal do Piauí - UFPI 6. Profa. Dra./ Orientadora, Depto de Química - UFPI |
| INTRODUÇÃO: |
| A M. caesalpiniaefolia é popularmente chamada unha-de-gato (PI), sabiá (CE, PE e MG), angiquinho-sabiá (MG) e sansão do campo (MG, RJ e SP). É um arbusto arbóreo perenifólio podendo atingir 7 m, com galhos geralmente dotados de acúleos, casca com 5 mm de espessura, folhas bipinadas e alternadas. As flores são brancas, pequenas e suavemente perfumadas, além de frutos com forma de vagens dotados de sementes (Agra et al., 2008; Carvalho, 2007; Ribaski et al., 2003). Este trabalho teve como objetivo realizar a extração das folhas com etanol, seguida da partição líquido-líquido do extrato etanólico para obtenção das frações hexânica (Hex), diclorometano (DCM) e acetato de etila (AcOEt) das folhas de Mimosa caesalpiniaefolia, além de avaliar os teores de fenóis totais, as atividades antioxidantes e a toxicidade frente à A. salina, bem como a derivatização por sililação da fração AcOEt e posterior identificação de seus constituintes químicos por CG-EM. |
| METODOLOGIA: |
| As folhas foram secas à temperatura ambiente, moídas e maceradas com EtOH. A fase orgânica foi submetida à filtração simples a cada 2 dias. O extrato etanólico reunido foi concentrado em evaporador rotativo, liofilizado e pesado. O processo de partição foi realizado em funil de separação de 500 mL, e extraiu-se 3 x com 100 mL de Hex, DCM e AcOEt, o solvente de cada fase orgânica foi evaporado. A derivatização por sililação da fração AcOEt das folhas foi realizada utilizando o BSTFA, sendo analisada e identificada por CG-EM. Determinaram-se os teores de fenóis totais das frações das folhas pelo método de Folin-Ciocalteau, sendo expressos em equivalente de ácido gálico por grama de fração (mg de EAG/g de fração). A avaliação quantitativa da atividade antioxidante foi realizada monitorando-se o consumo do radical livre DPPH pelas amostras, através da medida do decréscimo da absorbância de soluções de diferentes concentrações em 30 minutos de reação. Desenvolveu-se o ensaio da citotoxicidade sobre Artemia salina Leach de acordo com a metodologia de Meyer et al. (1982). As concentrações finais das amostras analisadas foram 1000, 850, 700, 650 e 400 μg/mL, além dos controles: água salina e a solução de Tween 40 a 1%. |
| RESULTADOS: |
| A ordem decrescente em relação ao rendimento das frações obtidas foi: Fração DCM > Fração AcOEt > Fração Hex. A composição química da fração AcOEt das folhas após derivatizadas e analisadas por CG-EM mostrou 5 constituintes, são eles: 2-trimetilsililoxi-propanoato de trimetilsilila, manose-6-deoxi-2,3,4,5-tetrakis-O-(trimetilsilil), tris-3,4,5-trimetilsililoxi-benzoato de trimetil silila e 2 derivados do ácido benzóico não identificados, sendo os 3 constituintes majoritários derivados do ácido benzóico. Na determinação do teor de fenóis totais, o acúmulo de fenóis, em termos de mg de EAG/g de fração, deu-se da seguinte forma: AcOEt (279,63 ± 1,57) > Hex (56,53 ± 3,26) ≈ DCM (56,14 ± 0,74 ). A fração AcOEt das folhas apresentou melhor atividade antioxidante devido ao maior teor de compostos fenólicos com CE50 (μg/mL) de 130,22 ± 3,85. O controle (rutina) apresentou CE50 (μg/mL) de 47,08 ± 4,65. Com isso, a fração AcOEt apresentou menor atividade antioxidante que o controle. Os resultados do ensaio de toxicidade frente à Artemia salina mostraram que não houve morte dos microcrustáceos na maior concentração analisada, 1000 μg/mL, indicando que estas frações não apresentam toxicidade. Esses resultados corroboram a utilização da planta como forrageira para ruminantes. |
| CONCLUSÃO: |
| A composição química da fração AcOEt das folhas derivatizadas por sililação e identificadas por CG-EM apresentou derivados do ácido benzóico como compostos majoritários. Das frações analisadas, observou-se maior teor de fenóis totais na fração AcOEt, que se mostrou também mais ativa na redução do DPPH, ou seja, apresentou melhor atividade antioxidante. As amostras analisadas quanto à toxicidade frente à Artemia salina foram consideradas atóxicas, uma vez que não houve morte dos microcrustáceos na maior concentração analisada. |
| Palavras-chave: Compostos fenólicos, Atividade Antioxidante, Derivatização. |