| 64ª Reunião Anual da SBPC |
| G. Ciências Humanas - 5. História - 11. História |
| SÃO LUIS LUSITANA |
| Dyego Jullen de Sousa Oliveira 1 Darice Veras Silva 2 Antônia da Silva Mota 3 Denize Corrêa Mota 4 |
| 1. Aluno do terceiro ano do ensino médio do Centro Educacional Governador Edson Lobão – CEGEL 2. Aluna do terceiro ano do ensino médio do Centro Educacional Governador Edson Lobão – CEGEL 3. Profa. Dra. Coordenadora do subprojeto PIBID HISTÓRIA/Depto de História -UFMA 4. Profa. Esp. /Orientadora/ Supervisora PIBID HISTÓRIA -Centro de Ensino Governador Edison Lobão -CEGEL |
| INTRODUÇÃO: |
| Ao aproximar-se as festividades dos 400 anos de fundação da cidade de São Luís, percebe-se que existe no seio da sociedade um forte apelo, fruto da invenção da tradição, de torná-la francesa. Esse fato deve-se principalmente as comemorações do tricentenário, momento em que a Sociedade Festa Popular do Trabalho convenceu o então governador de São Luís a montar uma exposição para mostrar os frutos e produtos da terra, como forma de superar a crise econômica vivida naquele momento. Nessa ocasião foram publicados livros, e um deles tratava da fundação da cidade pelos franceses, Ribeiro do Amaral em A Fundação do Maranhão.Por outro lado, ao expulsar os franceses em 1615 os portugueses passaram a exercer o controle sobre a terra. Albuquerque recebeu o título de capitão mor da conquista, contratou o Engenheiro-mor, capitão Francisco de Frias de Mesquita com o objetivo de remodelar o antigo forte francês e de fazer o planejamento da estrutura física da cidade, além do projeto da casa do governador. A partir desses atos passou a chamar-se Jerônimo de Albuquerque Maranhão. |
| METODOLOGIA: |
| Utilizamos para elaboração do trabalho sítios na internet, artigos e textos referentes à temática abordada. Como referência base, utilizamos o livro "Jornada do Maranhão por ordem de Sua Majestade feita o ano de 1614", escrito pelo Sargento mor Diogo de Campos Moreno. |
| RESULTADOS: |
| Esse trabalho proporcionou a percepção de outra visão de fundação da cidade de São Luis que não a francesa, como tradicionalmente é conhecido e repassado às gerações; despertou a reflexão crítica ao nos colocar diante de situações cotidianas, visto que a festa dos 400 anos de fundação está sendo posta como um elemento identitário; em sentido mais restrito, o trabalho nos proporcionou o contato direto com a universidade e com o conhecimento histórico, assim, passamos a entender o ensino de História como interpretações acerca de fatos. |
| CONCLUSÃO: |
| Através da leitura da obra de Campos Moreno, buscamos entender o discurso da São Luís portuguesa e de que forma se deu essa construção de fundação francesa. Concluimos que as divergências quanto a fundação da cidade ainda continuam presentes, porém com uma forte tendência à manutenção de uma singularidade baseada em um passado áureo. |
| Palavras-chave: Ensino de História, Fundação, Singularidade. |