| 64ª Reunião Anual da SBPC |
| E. Ciências Agrárias - 1. Agronomia - 4. Fitotecnia |
| TRATAMENTOS PARA A SUPERAÇÃO DA DORMÊNCIA DE SEMENTES DE Caesalpinia ferrea Mart. ex Tul. var. ferrea. |
| Antonio Rafael Moreira Camilo 1 Milton Honorio Cavalcante Neto 1 Francisco Ari de Oliveira Filho 1 Marcos Paulo Lima Milhome 1 Valdeci Ferreira Lima 1 Maria de Fatima Barbosa Coelho 2 |
| 1. Área de Ciências da Natureza e Matemática / Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro Brasileira – UNILAB 2. Profa. Orientadora / Área de Desenvolvimento Rural / Agronomia / Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro Brasileira – UNILAB |
| INTRODUÇÃO: |
| A caatinga é o único bioma totalmente brasileiro e apresenta grande diversidade de espécies vegetais, com 320 exclusivas. Caesalpinia ferrea Mart. ex Tul. var. ferrea conhecida como jucá ou pau ferro, ocorre na caatinga arbórea e arbustiva da Região Nordeste do Brasil e tem uso medicinal, madeireiro, ornamental, tintorial e forrageiro. As cascas e vagens de C. ferrea têm sido usadas na medicina popular para o tratamento de afecções bronco-pulmonares, diabetes, reumatismo, câncer, distúrbios gastrointestinais, diarréia, inflamação e dor. Os estudos farmacológicos mostraram que C.ferrea possui atividade antifúngica, antibacteriana, antiulcerogênica, antiinflamatória, analgésica, cicatrizante e larvicida contra Aedes aegypt. Como a maioria das espécies da família leguminosae, as suas sementes apresentam dormência, o que dificulta a obtenção de mudas. Existem diferentes métodos de tratamento das sementes para superar a dormência, entre eles a escarificação mecânica tem proporcionado bons resultados em algumas espécies. O objetivo no presente trabalho foi avaliar a resposta das sementes de C. ferrea obtidas em dois locais à escarificação mecânica com desponte do tegumento. |
| METODOLOGIA: |
| O estudo foi conduzido na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro Brasileira (UNILAB) durante 15 dias em setembro de 2010. As sementes foram obtidas em duas populações no município de Acarape e no distrito de Antonio Diogo no Ceará. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro tratamentos e cinco repetições de 10 sementes. Os tratamentos usados foram a) sementes de Acarape intactas, b) sementes de Acarape escarificadas, c) sementes de Antonio Diogo intactas e d) sementes de Antonio Diogo escarificadas. A escarificação foi feita com desponte com tesoura de poda no tegumento do lado oposto ao hilo da semente. O substrato usado foi areia lavada colocada em bandejas de poliestireno com 50 células. A irrigação foi efetuada no inicio da manha e no final da tarde. As características avaliadas foram porcentagem diária de emergência, índice de velocidade de emergência, porcentagem total de emergência, porcentagem de sobrevivência, comprimento da parte aérea e da raiz principal das plântulas . As analises estatísticas foram feitas no programa SISVAR. |
| RESULTADOS: |
| Houve diferença estatística significativa para as características analisadas. O maior pico de emergência diária ocorreu aos sete dias após a semeadura. A porcentagem de emergência foi maior nas sementes procedentes de Acarape e de Antonio Diogo escarificadas (58,25 e 58,50 respectivamente), enquanto as sementes não escarificadas apresentaram menos de 15% de emergência. O índice de velocidade de emergência foi maior nas sementes de Acarape e de Antonio Diogo escarificadas (7,94 e 7,20 respectivamente). Os resultados comprovam a dormência tegumentar de sementes de Caesalpinia ferrea e a eficiência da escarificação mecânica na superação da dormência. |
| CONCLUSÃO: |
| O desponte na região oposta ao hilo da semente supera a dormência Caesalpinia ferrea. |
| Palavras-chave: Caesalpinia ferrea , germinação, Caatinga. |