64ª Reunião Anual da SBPC
E. Ciências Agrárias - 1. Agronomia - 5. Agronomia
CRESCIMENTO DE PLANTAS DE PIMENTÃO (Capsicum annuum) SUBMETIDAS A DIFERENTES DOSES E FONTES DE NITROGÊNIO
Ediane Conceição Alves 1
Tamires Borges de Oliveira 2
Naísa Castro Leal 3
André Elmo dos Santos Júnior 4
Nayara Kelly Feitosa Ferreira 5
Roberto Cezar Lobo da Costa 6
1. Estudante de Agronomia/Bolsista CNPQ/UFRA
2. Estudante de Agronomia/Bolsista CNPQ/UFRA
3. Estudante de Agronomia/UFRA
4. Estudante de Agronomia/UFRA
5. Estudante de Agronomia/UFRA
6. Prof.Dr./Orientador-Depto de Ciências Agrárias-ICA/UFRA
INTRODUÇÃO:
O pimentão, Capsicum annuum L. pertencente à família solanaceae, é uma hortaliça de grande importância socioeconômica no Brasil, sendo comercializado como fruto verde, vermelho, amarelo, laranja e roxo. Possui alto valor nutritivo e é bastante utilizado na fabricação de condimentos, temperos e conservas.
Na cultura do pimentão, o nitrogênio é considerado um dos elementos limitantes para esta hortaliça. Na fonte e dose adequada, o nitrogênio promove seu crescimento, desenvolvimento e produção de frutos. Por outro lado, sua deficiência provoca abortamento das flores, atraso na maturação, além de tornar a cultura mais vulnerável à doenças.
Para o desenvolvimento e crescimento adequado da cultura é essencial a presença de nutrientes na quantidade ideal e no momento oportuno.
Segundo Filgueira (2004), a recomendação feita para a adubação de fundação para a cultura do pimentão é de 150 kg por hectare de nitrogênio (N) e, de 20 a 50 kg de nitrogênio (N) na fase vegetativa da planta, garantindo um maior crescimento e produção.
O objetivo do presente trabalho é avaliar a influência da aplicação de diferentes doses e fontes de N no crescimento de plantas de pimentão.
METODOLOGIA:
O presente trabalho foi conduzido em casa de vegetação da Universidade Federal Rural da Amazônia, o delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado em fatorial 3x2 (doses de nitrogênio (20, 35 e 50 kg ha -1 de N) x fontes de nitrogênio (amoniacal=NH4+e nítrica=NO3-), com cinco repetições, totalizando 30 unidades experimentais. As plantas permaneceram em casa de vegetação durante 70 dias e foram irrigadas diariamente com água. Foram feitas três aplicações complementares de diferentes doses de nitrogênio, com o intervalo de tempo de 15 dias entre cada aplicação. A 1ª aplicação de adubo foi feita no 30º dia após a germinação das plantas, a 2ª aplicação foi feita no 45º dia de germinação e a 3ª no 60º dia. Após 70 dias de condução do experimento foi avaliado o comprimento de plantas e comprimento de raiz com auxílio de uma trena, também foi avaliado peso de raiz, número de folhas/planta e diâmetro do caule medido com auxílio de um paquímetro.
Os dados passaram por análise de variância e quando ocorreu diferença significativa as médias foram comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de significância, sendo as análises estatísticas realizadas com o programa ASSISTAT versão 7.5 beta (2008).
RESULTADOS:
De acordo com análise estatística, a altura de plantas de pimentão não foi influenciada nem pelas fontes e nem pelas diferentes doses de nitrogênio. Quanto ao número de folha/planta, também não houve interferência da interação doses e fontes de N. Entretanto, quando foram avaliadas as médias de diâmetro de caule, observou-se que houve diferença estatística significativa entre os tratamentos, com melhores resultados para adubação realizada com uréia, na dose 20 kg ha -1 de N, com média de 1,18 mm de diâmetro. Para peso de raiz, não houve diferença estatística significativa, porém quando avaliadas as médias de comprimento de raiz, foi observado que a fonte uréia proporcionou maiores médias, com 30,6 g alcançados com a dose 20 kg ha -1 de N.
Tais resultados apontam que a fonte Uréia se destacou em relação ao salitre do Chile em dois dos parâmetros avaliados. Este resultado pode estar relacionado ao fato do salitre do Chile ser muito solúvel, logo, facilmente lixiviado com a irrigação diária. Já a uréia, por possuir carga oposta às cargas do solo, é retida e aproveitada de melhor forma que o salitre do Chile.
CONCLUSÃO:
Conclui-se que a fonte de adubo nitrogenado recomendada é a uréia. A dose de 20 kg ha -1 de N, apresentou-se como a melhor dose a ser recomendada, já que uma dose menor implica em menor custo com adubação.
Palavras-chave: Crescimento, Nitrogênio, Adubação.