| 64ª Reunião Anual da SBPC |
| C. Ciências Biológicas - 13. Parasitologia - 6. Parasitologia |
| MONITORAMENTO PARASITOLÓGICO EM CRIANÇAS DE UMA ESCOLA EM AÇAILÂNDIA - MA |
| Jéssica da Cruz Santos 1 Bruna Maria Matos Milhomem 1 Gisele Romano Mendonça 1 Vanessa da Conceição de Sousa 2 |
| 1. Curso de Enfermagem - Universidade Federal do Maranhão (UFMA) 2. Farmacêutica-bioquímica / Orientadora - Faculdade de Imperatriz (FACIMP) |
| INTRODUÇÃO: |
| As enteroparasitoses intestinais são um dos grandes problemas enfrentados pela população brasileira. Através de levantamento bibliográfico observou-se que existe um grande número de pessoas acometidas por esse problema, em especial crianças menores de sete anos. Tais parasitas podem trazer consequências graves para o organismo, como obstrução intestinal e graves dores abdominais; diminuir a atenção e dificultar o aprendizado e quando não tratada a tempo, pode-se levar até a morte. Os principais fatores agravantes desta epidemiologia são a falta de saneamento básico e de higiene, e ainda o baixo índice de escolaridade e informação, sobretudo em comunidades carentes e em condições de vida precárias. Buscou-se através deste trabalho identificar as principais espécies de enteroparasitas intestinais presentes em crianças na faixa etária de quatro a cinco anos, alunos da Escola Municipal Pingo de Gente na cidade de Açailândia – MA. |
| METODOLOGIA: |
| Trata-se de uma pesquisa exploratória com abordagem quantitativa. O estudo foi realizado no período de maio de 2009 a março de 2010 na Escola Municipal Pingo de Gente em Açailândia – MA, sendo a população composta por 50 alunos com entre 4 e 5 anos matriculados nesta escola, e a amostra constituiu-se por 43 destes alunos. Os integrantes da pesquisa foram selecionados aleatoriamente. Os responsáveis foram orientados sobre a importância do exame e receberam material impresso com os cuidados a serem observados durante a coleta do material, e também foram realizadas palestras de esclarecimentos sobre parasitoses. O exame parasitológico de fezes (EPF) foi executado de acordo com método de Lutz ou de Hofman, por ser de baixo custo em virtude da limitação de recursos para o estudo. A pesquisa foi realizada após aplicação de questionário padronizado com perguntas abertas e fechadas, e obtenção e assinatura dos cuidadores do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, conforme recomendação do Comitê de Ética em Pesquisa com Humanos. |
| RESULTADOS: |
| Ao avaliarmos o resultado dos exames, observou-se que 100% (43) dos indivíduos apresentaram resultado positivo na primeira etapa de análise. Conforme os resultados, o maior índice de contaminação foi por Entamoeba coli (65,1%), seguido de Giardia intestinalis (23,5%), Enterobius vermicularis (11,7%), Ascaris lumbricoides (9,3%), Entamoeba histolystica (6,9%), Endolimax nana e Hymenolepis nana com 2% cada. Foi observado um total de 34,8% (15) de poliparasitismo, possivelmente devido ao consumo de hortaliças contaminadas por formas transmissíveis de enteroparasitas, desde o plantio até o consumo; água sem tratamento causando a contaminação e ainda a facilidade devido aglomeração e uso dos mesmos utensílios na escola. Após a realização das palestras educativas em saúde para os cuidadores, 72,1% procuraram um serviço de saúde e fizeram a conduta terapêutica correta nos filhos. Após dois meses os testes foram realizados novamente, e notou-se que as crianças que receberam medicamentos e mudaram hábitos diários, como filtração de água, lavagem das mãos e dos alimentos, tiveram os testes negativados. |
| CONCLUSÃO: |
| A realidade das crianças que apresentam enteroparasitoses encontrada no município é semelhante aos estudos realizados em nível nacional nesta temática, onde parece haver uma associação entre a susceptibilidade as formas infectantes dos parasitas com os hábitos diários de higiene e a carência de informações das famílias destas quanto à prevenção das parasitoses. De acordo com os resultados, mostra-se necessário o desenvolvimento de ações de educação em saúde para a prevenção das parasitoses em crianças, incentivar a adoção de medidas saudáveis de higiene e alimentação e estimular a visita aos serviços de saúde. |
| Palavras-chave: Enteroparasitoses, Crianças, Açailândia. |