65ª Reunião Anual da SBPC
H. Artes, Letras e Lingüística - 1. Artes - 9. Artes
Pelos caminhos do radioteatro em Maceió: história, estórias, personas, personagens.
Otávio Gomes Cabral Filho - Prof. Doutor Orientador/ Universidade Federal de Alagoas
Ana Flávia de Andrade Ferraz - Profa. Msc Orientadora Auxiliar/ Universidade Federal de Alagoas
Tamires Rodrigues dos Santos da Silva de Gois - Bolsista PIBIC/ Universidade Federal de Alagoas
Ana Carolina Morais Dorvillé de Araújo - Colaboradora/ Universidade Federal de Alagoas
INTRODUÇÃO:
O rádio chega ao Brasil na década de 1920 e em Alagoas no final dos anos 40, em 1948, com a implantação da Rádio Difusora de Alagoas. De 1940 a 1950 o rádio sofreu um processo de popularização e importância tão grande na sociedade brasileira que o período ficou conhecido na história como “os anos dourados do rádio brasileiro”. Nesta temporada um gênero merece destaque: as dramatizações radiofônicas (radionovelas, radioteatro). Hoje esse gênero é tão fascinante quanto desconhecido. O presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados do projeto de iniciação científica: Pelos caminhos do radioteatro em Maceió: história, estórias, personas, personagens, que tem como proposta o resgate da história da produção dessas dramatizações em Maceió, objetivando ressaltar a importância da mesma para a cultura alagoana. O Projeto busca, através de documentação das memórias dos artistas, diretores, técnicos, sonoplastas, e da pesquisa de fontes bibliográficas e documentais, a construção da dramatização radiofônica alagoana, como parte do acervo cultural do estado.
OBJETIVO DO TRABALHO:
GERAL: Resgatar a produção da dramaturgia radiofônica alagoana durante o seu período de existência. ESPECÍFICOS: Mapear e registrar o trabalho dos profissionais que colaboraram para a produção da dramaturgia radiofônica no estado; Resgatar as peças/literaturas dramáticas usadas como enredo das dramaturgias radiofônicas; Registrar e analisar o contexto histórico, social e cultural das obras
MÉTODOS:
• Pesquisa bibliográfica;
• Visita a arquivos e emissoras de rádio para consulta em periódicos, cartas, documentos e outros registros que possam ajudar a contextualização histórica;
• Entrevista com dramaturgos, diretores, atores, familiares e pessoas identificadas com o radioteatro alagoano, detentoras de informações para elucidações da pesquisa;
• Consulta a arquivos particulares;
• Análise dos textos dramatizados.
RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Ao ser elaborado a partir de uma forma de pensar oriunda do teatro, a linguagem do radioteatro recorre a determinadas fórmulas e recursos que, tendo por finalidade sanar a ausência dos elementos ópticos, ausentes no rádio, definem, por excelência, o espetáculo cênico: a voz de um narrador para informações cenográficas; a criação, por meios técnicos, de impressões espaciais coreográficas; a utilização da música como recheio para entreatos ou de peças musicais alegres, tristes, lentas ou movimentadas, para a criação dos “climas” de monólogos interiores ou para colorir prólogos, epílogos, cenas “pomposas” ou de multidões etc.
A falta de imagem no rádio, longe de ser um defeito se apresenta como uma qualidade, sendo assim, o surgimento do radioteatro, que é algo sonoro e nascido da dramatização do gênero literário, se apresentou para a sociedade como uma grande novidade ao ser divulgado no rádio. Na era de ouro do rádio, as radionovelas foram fundamentais para que a história do rádio brasileiro se configurasse e estimulassem a imaginação dos ouvintes. Fez enorme sucesso no início do século XX, com boas histórias, bons atores e efeitos sonoros realistas, era o segredo do gênero para captar a atenção dos ouvintes. Muitos acreditavam que as radionovelas jamais alcançariam sucesso, alegando que eram "infindáveis", que "ninguém iria acompanhar". Curiosamente, as radionovelas deram origem às telenovelas, que hoje fazem imenso sucesso no Brasil e no mundo.
CONCLUSÕES:
O rádio, que começa seus primeiros passos entre os anos 1850 e 1900, chega ao Brasil em 1923, despertando curiosidade e desconfiança. Alguns viam no rádio um negócio, outros um novo meio de expressão e outros ainda um instrumento pedagógico, capaz de erradicar o analfabetismo. O fato é que quase um século depois, o rádio continua presente e alcança hoje todos os lares brasileiros.
Marcado pela ludicidade, interatividade e velocidade, o rádio teve seus anos de glória entre as décadas de 40 e 50. Durante esse período um gênero merece destaque: as dramaturgias radiofônicas. Segundo Calabre (2009), a primeira radionovela veiculada no Brasil foi em 5 de junho de 1941, pela Rádio Nacional do Rido de Janeiro, mas não tratava-se de uma produção originalmente brasileira e sim uma adaptação da obra cubana de Leandro Blanco, Em busca da felicidade.
Palavras-chave: História do Rádio, Radioteatro em Maceió, Radio Difusora.