66ª Reunião Anual da SBPC
Resumo aceito para apresentação na 66ª Reunião Anual da SBPC pela(o):
SBPC - SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA
C. Ciências Biológicas - 4. Botânica - 3. Morfologia e Taxonomia Vegetal
FUNGOS BASIDIOMYCETES NO CAMPUS UNIVERSITÁRIO PAULO VI DA UEMA, SÃO LUÍS – MA
INGRID TAYANE VIEIRA DA SILVA DO NASCIMENTO - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
ALAN CARLOS MAURICIO DA SILVA - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
SUELEN ROSANA SAMPAIO DE OLIVEIRA - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
ETIENE EXPEDITA PEREIRA SANTOS - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
ANDREA CHRISTINA GOMES DE AZEVEDO CUTRIM - ORIENTADORA / UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
INTRODUÇÃO:
O filo Basidiomycota constitui um grupo de fungos bastante familiar, englobando espécies comestíveis, venenosas e fitopatogênicas. Os basidiomycetes constituem até 2/3 da biomassa viva do solo, sendo de suma importância para atuar como decompositores no ambiente. Este grupo, compreende cerca de 22.244 espécies e diferenciam-se dos demais grupos por apresentarem uma estrutura especializada na produção de esporos exógenos, o basídio. De acordo com o aspecto do basidioma, eles são tradicionalmente agrupados em cogumelos (ordem Agaricales), orelhas-de-pau e corticióides (Aphyllophorales), ferrugens e carvões (ordens Uredinales e Ustilaginales), além dos fungos gelatinosos, coralóides e os gasteromicetos. De todas as espécies de Basidiomycetes já descritas, nove mil espécies já foram registradas no Brasil, mas é provável que, com a realização de novos estudos esse número possa aumentar. No Maranhão a diversidade de Basidiomycetes macroscópicos é praticamente desconhecida, assim essa pesquisa contribui com a descrição da biodiversidade desses organismos no estado.
OBJETIVO DO TRABALHO:
Identificar espécies de fungos macroscópicos do grupo Basidiomycetes no Campus Universitário Paulo VI da Universidade Estadual do Maranhão, São Luís – MA.
MÉTODOS:
O campus Universitário Paulo IV foi dividido em oito setores abrangendo uma área de aproximadamente 114.024 hectares. Os basidiomas foram coletados durante o mês de janeiro, período em que ocorre o início de sua esporulação, equivalente ao período chuvoso na ilha de São Luís - MA. O procedimento de coleta, seguiu a metodologia adotada no trabalho Técnicas de Coleta, Isolamento e Subsídios para Processos Biotecnológicos do Instituto de Botânica. Com o auxílio de uma máquina fotográfica registraram-se os Basidiomycetes no local de coleta. Os basidiomas foram coletados e encaminhados ao Laboratório de Botânica do Departamento de Química e Biologia da UEMA. A análise dos basidiomas foi realizada com auxílio de lupa estereomicroscópica Zeiss. A identificação dos Basidiomycetes coletados baseou-se na morfologia das estruturas macroscópicas e microscópicas dos basidiomas. A secagem do material foi realizada em estufa sob lâmpada no período aproximadamente de 12 horas. Para análise macroscópica utilizaram-se características como himenóforo, tubos e contexto. Após a análise dos basidiomas e das microestruturas dos espécimes coletados, foi realizada a identificação taxonômica, a qual foi baseada pela chave de identificação proposta por Kirk e literatura complementar.
RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Foram identificados 7 espécies de 164 espécimes observadas no campus, as quais estão distribuídas em quatro famílias; Família Agaricaceae (Agaricus sp., Licoperdon sp. e Leucoagaricus sp.), Família Coprinaceae (Coprinus sp1, Coprinus sp2), Família Pluteaceae (Pluteus sp.) e Família Boletaceae (Boletus sp.). A família mais bem representada na área de estudo foram as famílias Agaricaceae, com 3 espécies, seguida da família Coprinaceae, com 2 espécies e as famílias Pluteaceae e Boletaceae, com uma espécie cada uma. Todos os representantes das quatro famílias colonizaram apenas o solo. A ocorrência dos fungos, ao longo do Campus Paulo VI, foram representados pelos setores 1, 2 e 4. O setor 2 apresentou três táxons (Coprinus sp1, Coprinus sp2 e Boletus sp.) assim como o setor 4 (Agaricus sp., Leucoagaricus sp. e Pluteus sp.). No setor 1 foi registrado apenas um táxon (Licoperdon sp.) e os setores 3, 5, 6, 7 e 8 não foram observados fungos.
CONCLUSÕES:
Todos os representantes da ordem Agaricales e Boletales colonizaram exclusivamente o solo. A ocorrência dos fungos, foi mais notável nos setores 2 e 4, diferentemente dos setores 5, 6, 7 e 8 onde não foram registrados nenhum fungo. Justifica-se a realização deste trabalho, diante da escassez de informações sobre os representates desta classe para o estado do Maranhão, além da essencial importância destes fungos na manutenção do equilíbrio ecológico dos ecossistemas.
Palavras-chave: Basidiomycetes, Taxonomia, Maranhão.