Reunião Regional da SBPC em Boa Vista
E. Ciências Agrárias - 3. Recursos Florestais e Engenhar - 5. Ciências Florestais
BIOMETRIA DE FRUTOS E SEMENTES DE CASTANHA-DA-AMAZÔNIA (Bertholletia excelsa H. B. K), PARINTINS – AM
Fernando Viana Ribeiro 1
Silas Garcia Aquino de Sousa 2
Lucinda Carneiro Garcia 3
Raquel Matos dos Santos 4
1. Acadêmico de Geografia/Universidade do Estado do Amazonas, Núcleo Parintins/AM
2. Agrônomo, Dr. e Pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental
3. Agrônoma, Dr. e Pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental
4. Acadêmica de Geografia/Universidade do Estado do Amazonas, Núcleo Parintins/AM
INTRODUÇÃO:
A castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl), Lechytidaceae é uma das árvores símbolo da Amazônia devido a sua importância social, ecológica e econômica para a região. Atualmente, existe um grande interesse na promoção de produtos florestais não madeireiros (PFNM) como uma das estratégias para a conservação de florestas tropicais. Dentre os produtos florestais não madeireiros, a castanha-do-brasil se caracteriza como um dos mais importantes recursos econômicos da Amazônia. Milhares de famílias agroextrativistas utilizam a castanha como fonte de renda. Apesar da importância existe carência de conhecimento da variabilidade de frutos e sementes da espécie para a seleção de germoplasma e estabelecimento dos programas de pré-melhoramento que visam a incorporação de espécies nativas em plantios comerciais e o aproveitamento do potencial de mercado para estes produtos. Considerando a importância econômica, ecológica e social da castanheira, o presente trabalho visa avaliar as características biométrica de frutos e sementes.
METODOLOGIA:
O estudo foi realizado no município de Parintins-AM, área de dois castanhais, das Comunidades de Nossa Senhora do Rosário e São Sebastião do Quebra. Os frutos foram originados de uma amostra aleatória, da safra de 2009/2010. Para caracterizar a biometria dos frutos foram amostrados 80 ouriços de castanha/castanhal. De cada ouriço foi avaliado a altura, diâmetro largura, peso fresco do fruto. Posteriormente, os ouriços foram abertos e tomados o número e peso de sementes. Após as avaliações biométricas, serão estimadas as correlações entre os caracteres de frutos (peso, altura, diâmetro do ouriço, espessura e diâmetro do opérculo) e semente (peso, altura, espessura, espessura da casca, peso e tamanho da amêndoa).
RESULTADOS:
Os frutos e sementes do castanhal da comunidade de Nossa Senhora do Rosário apresentaram as seguintes biometrias: ouriços variando de 0,390 kg a 0,813 kg; frutos contendo de 13 a 25 sementes, pesando cerca de 0,105 kg a 0,258 kg/ouriço. Com relação ao peso unitário de amêndoa fresca com casca foram registradas sementes variando de cinco gramas a 15 gramas. No castanhal de São Sebastião do Quebra foi observado ouriços variando de 0,483 kg a 0,803 kg; frutos contendo de 12 a 18 sementes, pesando cerca de 0,101 kg a 0,173 kg/ouriço. Com relação ao peso unitário de amêndoa fresca com casca foram registradas sementes variando de seis gramas a 12 gramas. Apesar dos frutos do castanhal da comunidade de S. Sebastião apresentarem em média frutos maiores e mais pesados, a quantidade de sementes/ouriço, o peso de sementes/ouriço e o peso unitário de amêndoa apresentaram tendência de valores menores aos observados nos frutos e sementes do castanhal de Nossa Senhora do Rosário.
CONCLUSÃO:
Com base nos resultados preliminares conclui-se que os frutos e sementes dos dois castanhais estudados apresentam grande variação de biometria, características que podem contribuir significativamente para seleção de germoplasma para estabelecimento de programas de pré-melhoramento e icorporação desta espécie em plantios comerciais.
Palavras-chave: castanha-do-brasil, agroextrativismo, Amazônia.