Reunião Regional da SBPC em Boa Vista
C. Ciências Biológicas - 14. Zoologia - 2. Comportamento Animal
ESTUDO DA MANUTENÇÃO DE COLÔNIAS DE ESPÉCIES DE ANOPHELES EM LABORATÓRIO
Edineuza Vidal dos Santos 1
Wanderli Pedro Tadei 2
Iléa Brandão Rodrigues 3
Adriano Nobre Arcos 4
1. Bióloga CPCS - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
2. Prof. Dr CPCS - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
3. Dra CPCS - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
4. Mestrando em Biotecnologia UEA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
INTRODUÇÃO:
A malária é reconhecida como grave problema de saúde pública no mundo, ocorrendo em quase 50% da população, em mais de 109 países e territórios. Sua estimativa é de 300 milhões de novos casos e 1 milhão de mortes por ano, principalmente em crianças menores de 5 anos e mulheres grávidas do continente africano. (WHO, 2008). No Brasil a região amazônica é considerada a área endêmica do país para a malária. Em 2008 no Brasil, aproximadamente 97% dos casos de malária se concentraram em seis estados da região amazônica: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. A maioria dos casos ocorre em áreas rurais, mas há registro da doença também em áreas urbanas (cerca de 15%). estudos da manutenção de colônia de espécies de Anopheles em massa é atualmente a condição mais importante para o desenvolvimento das pesquisas em Malária, pois a maioria dos estudos de controle, bem como testes de susceptibilidade aos inseticidas, dentre outros, requer grande amostras das espécies de maior importância na transmissão dessa doença no ambiente amazônico. O trabalho tem como objetivo manter em laboratório colônias de espécies de Anopheles para cruzamento natural e artificial estimulando a obtenção de desova.
METODOLOGIA:
Foram realizadas 35 amostras aproximadamente de larvas em criadouros naturais distribuídos nos bairros do Puraquequara, Tarumã e Brasileirinho (Manaus) utilizando conchas e recipientes plásticos e posteriormente foram transportadas para o Laboratório de Malária e dengue-INPA. Os imaturos eram separados em bandejas esmaltadas de acordo com seu estádio L1, L2, L3, L4 e alimentadas com ração de peixe triturada, ocorrendo troca de água a cada dois dias, até atingir o estágio de pupa. Ao emergir, os adultos foram identificados quanto ao sexo (machos e fêmeas) e as espécies, o qual eram destinados à gaiolas de manutenção dessas colônia, para obtenção das desovas através de cruzamento natural e inseminação induzida.
RESULTADOS:
Durante as coletas foram capturadas 12.144 imaturos, dos quais apenas 2.905 viraram pupa e destes foram obtidas 1.036 fêmeas e 969 machos adultos. As espécies encontradas foram Anopheles darlingi, A. albitarsis, A. triannulatus e A. nuneztovari e mantidas em colônia nas gaiolas no insetário sob condições de temperatura de 20 ± 260 , umidade relativa 80% e fotopríodo de 12 horas. Os machos eram alimentados com solução açucarada (10%) e as fêmeas, além desta foi feito o repasto sanguíneo (camundongos), necessário para a maturação dos ovos.
CONCLUSÃO:
No cruzamento natural não foi obtida nenhuma desova, e a partir dessa primeira observação do comportamento, foram realizados testes de cópula induzida para a inseminação artificial. Ao total 20 inseminações ocorreram obtendo-se 3 oviposições, porém não ocorreram ovos férteis dessas desovas.
Instituição de Fomento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq
Palavras-chave: Inseminação artificial, cruzamento natural, malária.