Reunião Regional da SBPC em Boa Vista
C. Ciências Biológicas - 4. Botânica - 3. Fisiologia Vegetal
GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE INAJÁ (Maximiliana maripa (Aublet) Drude) SOB DIFERENTES TEMPERATURAS1
Cecília Bezerra Carvalho Fabricio 2
Zilvanda Lourenço de Oliveira Melo 3
Ires Paula de Andrade Miranda 3
Edelcílio Marques Barbosa 3
Daniela Costa Bragança 4
Filomena Ferreira Santiago 5
1. Parte da Dissertação de Mestrado,Pós-Graduação INPA/FAPEAM, LABPALM
2. Ciências Biológicas/Msc., INPA/LABPALM cecilia.fabricio@gmail.com
3. Ciências Biológicas/Dr, INPA/LABPALM, Pesquisador
4. Bolsista de Iniciação Científica INPA/CNPq, LABPALM
5. Ciências Biológicas/Msc., INPA/LABPALM, Técnico
INTRODUÇÃO:
Maximiliana maripa, conhecida vulgarmente como inajá, pertence à família Arecaceae, destaca-se pela sua importância econômica. A semente possui potencial para produção do biodiesel, óleo comestível, ração animal, serve também de matéria-prima para a indústria de cosméticos, de saboarias e alimentícias. O endocarpo rígido-lenhoso é utilizado para o artesanato, além do potencial ornamental e paisagístico. Sendo a propagação dessa espécie feita principalmente por sementes, estudos de germinação envolvendo aspectos abióticos são fundamentais para o entendimento do ciclo de vida dessa espécie e para estratégias de estabelecimento de plântulas. Considerando os fatores abordados, o presente trabalho teve como objetivo obter informações sobre a germinação das sementes de inajá sob diferentes temperaturas.
METODOLOGIA:
Os frutos foram coletados em 2009 no Município de Mucajaí em Roraima, próximo à BR-174. As sementes foram beneficiadas de forma manual, retirando-se os opérculos, considerando-se como semente o pireno. Para os testes de germinação foram utilizadas quatro repetições de 25 sementes, semeadas em bandejas plásticas medindo 50 x 20 x 6 cm, contendo vermiculita como substrato e submetidas a quatro condições: temperatura ambiente e em câmaras de germinação a temperaturas constantes de 25ºC, 30ºC e 35ºC, providas de luz branca fria, fluxo luminoso de aproximadamente 70 PAR (radiação fotossinteticamente ativa) e fotoperíodo de 12:12 horas, luz:escuro, com acompanhamento diário e contagem semanal da germinação. Foi considerada como semente germinada aquela que apresentou emissão do pecíolo cotiledonar. Foram calculados a porcentagem de germinação, o tempo inicial (T1), tempo médio (TM), tempo final (TF) e índice de velocidade de germinação (IVG).
RESULTADOS:
O processo germinativo destas sementes caracterizou-se como desuniforme mesmo adotando o tratamento pré-germinativo da retirada do opérculo (estrutura que promove um bloqueio mecânico a protusão do pecíolo cotiledonar). A germinação iniciou-se aos 19 dias e se estabilizou aos 86 dias em média. Apresentaram um baixo percentual de germinação em todas as temperaturas, contudo a comparação entre as temperaturas mostrou que a mesma exerceu influência no percentual de germinação (28% de sementes germinadas a 35oC) sendo superior as demais, e no padrão de distribuição da germinação ao longo do tempo: tempo médio e tempo necessário para se obter 50% do total de sementes germinadas, com diferenças significativas, o que não ocorreu com o índice de velocidade de germinação (IVG) cujo resultado não foi alterado em função das diferentes temperaturas testadas.
CONCLUSÃO:
Se compararmos o tempo de germinação de M. maripa com outras espécies da mesma família o mesmo pode ser considerado rápido, contudo há indicação de que existam fatores, sejam eles externos ou internos, determinantes na germinação destas sementes, visto que, a temperatura mesmo exercendo grande influência nas reações bioquímicas inerentes ao processo germinativo associada ao tratamento pré-germinativo adotado, não foi suficiente para promover a maximização da germinação dessas sementes.
Instituição de Fomento: FAPEAM
Palavras-chave: fator abiótico, palmeira, processo germinativo.