Reunião Regional da SBPC no Recôncavo da Bahia
G. Ciências Humanas - 7. Educaçao - 6. Educação Especial
A DEFICIÊNCIA VAI À ESCOLA: UMA DISCUSSÃO SOBRE A INCLUSÃO EM ESCOLAS MUNICIPAIS DE AMARGOSA
Edinéia Oliveira dos Santos 1
Joselir Silva Santos 2
Susana Couto Pimentel 3
Lívia Menezes da Paz 4
1. Estudante de Pedagogia, Bolsista PIBIC – UFRB/FAPESB
2. Estudante de Pedagogia - Bolsista PIBIC – UFRB/CNPq
3. Professora Adjunta da UFRB/CFP
4. Professora Assistente da UFRB/CETEC
INTRODUÇÃO:
O presente estudo apresenta os dados da pesquisa intitulada “Tempo Médio de Permanência de Crianças com Deficiência na Escola Regular” realizada nas escolas municipais que atendem a estudantes com deficiência matriculados nos anos iniciais do Ensino Fundamental na sede do município de Amargosa/BA. A pesquisa objetivou: identificar o tempo médio de permanência das crianças com deficiência na rede regular de ensino em Amargosa; analisar os fatores de risco que influenciam no tempo médio de permanência destas crianças na escola regular; e discutir os fatores que influenciam para esta permanência na escola.
METODOLOGIA:
A metodologia utilizada foi à pesquisa exploratória com caráter descritivo-explicativo.
RESULTADOS:
Os dados da pesquisa revelam que a deficiência visual é o tipo de deficiência mais encontrado nas escolas (56%), seguido de deficiência mental (34%), deficiência física (8%) e deficiência auditiva (2%). Todavia, estes dados podem estar enviesados tendo em vista a ausência de diagnóstico dos tipos de deficiência dos alunos matriculados nas escolas regulares. No período entre 2005 e 2009, 131 alunos com deficiência permaneceram nas escolas regulares, demonstrando que o maior problema detectado não é inicialmente a permanência, mas o desenvolvimento destes estudantes durante a vida escolar, tendo em vista que muitos se tornam multirrepetentes. Os dados mostram que o ensino regular da rede municipal da cidade de Amargosa tem incluído alunos com diferentes deficiências. No entanto, não basta apenas inserir os alunos através da matrícula, é preciso criar espaços educacionais abertos onde às diferenças impulsionem os educadores, especialistas, pais, alunos e a sociedade em geral, a mudarem o comportamento que está presente no modelo atual de educação.
CONCLUSÃO:
De acordo com os dados dessa pesquisa, conclui-se que as escolas deste município ainda precisam avançar dentro da proposta de uma educação inclusiva para receber alunos com deficiência, pois há práticas pedagógicas excludentes que levam a multirrepetentência dos estudantes com deficiência, demonstrando que a escola ainda não sabe trabalhar com quem aprende de forma diferente.
Palavras-chave: Discente com deficiência, Longevidade escolar, Inclusão escolar.