Reunião Regional da SBPC no Recôncavo da Bahia
D. Ciências da Saúde - 1. Enfermagem - 2. Enfermagem de Saúde Pública
A perspectiva do acolhimento em uma vivência participante: relato de experiência de estudantes de Enfermagem em uma unidade de saúde da família.
Rosa Cândida Cordeiro UFRB
José Carneiro de Oliveira Júnior UFRB
Karine dos Santos Ferreira UFRB
1. Professora Assistente da UFRB/CCS - Orientador
2. Graduandos do 7º semestre, da disciplina Planejamento e Administração em Serviço
3. Graduandos do 7º semestre, da disciplina Planejamento e Administração em Serviço
INTRODUÇÃO:
O acolhimento é considerado uma das diversas ferramentas preconizadas pelo Ministério da Saúde para o exercício pleno da assistência humanizada. Diversos autores corroboram o acolhimento como o principal, ou até fundamental, instrumento de humanização nas práticas de produção e promoção de saúde. A Política Nacional de Saúde retrata em seus documentos, diretrizes e normas o acesso universal e equitativo aos serviços de saúde. Soma-se a essas premissas a garantia de que esse acesso seja acolhedor, não apenas resolvendo problemas de saúde, mas sim, o bem estar e as boas relações de vínculo e participação entre usuário e serviço.
METODOLOGIA:
O tema eleito para este relato de experiência, Acolhimento, foi abordado a partir de discussões durante as aulas práticas do componente curricular Planejamento e Administração em Serviços de Saúde I, do curso de Enfermagem, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, em uma Unidade de Saúde da Família (USF) situada em um município do recôncavo baiano.
Durante estas práticas que tinham caráter participante, os discentes realizavam leituras diagnósticas da realidade estrutural e funcional da USF para confecção de ferramentas de prática administrativa, a exemplificar normas, rotinas e procedimentos operacionais padrão (POP). Como produto final da abordagem prática da disciplina, a docente-orientadora sugeriu a confecção de um artigo, que relatasse a experiência vivenciada pelos discentes, tomando como base uma problemática funcional e/ou estrutural para realização de uma revisão bibliográfica da temática escolhida nas bases de dados da àrea de saúde e livros.
RESULTADOS:
Se faz mister organizar as unidades de saúde com os princípios de responsabilidade territorial, vínculo com responsabilização sanitária, trabalho em equipe e gestão participativa, entendendo o acolhimento como prática intrínseca e inerente ao exercício legal e ético do profissional de saúde. Superando, assim, a prática tradicional, centrada na exclusividade da dimensão biológica e na realização de procedimentos a despeito da perspectiva humana na interação e constituição de vínculos entre profissionais de saúde e usuários. Assim então ultrapassando os muros que distanciam a relação equipe de saúde – população usuária.
Uma ferramenta para desenvolver a implantação do acolhimento com a participação dos trabalhadores da unidade e usuários, com múltiplos espaços de discussão e pactuação desta inovação no processo de trabalho é através de reuniões internas da equipe, reunião com usuários nas reuniões do conselho local ou até nas salas de espera, trazendo informação a comunidade e permitindo o compartilhamento e construção de conhecimento e estratégias para resolução de problemas. Para operacionalizar essa ferramenta é importante que esses encontros sejam rotineiros para avaliar e adequar a implementação da atenção humanizada e acolhedora.
CONCLUSÃO:
O acolhimento no campo da saúde deve ser entendido como diretriz ético-estético-política que constitui os modos de se produzir saúde e ainda como ferramenta tecnológica leve de qualificação da escuta, estabelecimento de vinculo, garantia do acesso com responsabilização nos serviços. Por conseqüência, o Acolhimento deve garantir a resolubilidade integral que é o objetivo final do trabalho em saúde.
Palavras-chave: Acolhimento, humanização, saúde da família.