| Reunião Regional da SBPC em Tabatinga - Tabatinga / AM - 2009 |
| E. Ciências Agrárias - 3. Recursos Florestais e Engenhar - 5. Ciências Florestais |
| AVALIAÇÃO MORFOLÓGICA DE Oenocarpus bacaba, MUNICIPIO DE ITACOATIARA-AM |
| Edfran Nascimento Andrade1 Juan Daniel Villacis Fajardo2 Carlos Sergio Pessoa Nogueira1 Rosemeri Braga Lira1 |
| 1. Aluno, Engenharia Florestal da UEA-CESI 2. Professor MSc. Engenharia Florestal da UEA-CESI |
| INTRODUÇÃO: |
| As palmeiras constituem um dos mais importantes grupos de plantas, não só pela abundância das espécies, mas pelas numerosas interações com outros organismos, além do fato de serem utilizadas sob vários aspectos pelo homem da região amazônica (MENDONÇA, 1996). Segundo Henderson et al. (1995), O. bacaba ocorre na América do Sul, geralmente nos Andes e ao norte do Rio Amazonas na Colômbia, Venezuela e Brasil (Amapá, Amazonas, Pará, Roraima), sendo comum por todas as áreas em solos não inundados, alcançando 1000m de elevação na alta Guiana. Plantas como O. bacaba, podem ser utilizadas no enriquecimento de áreas degradadas, em sistemas agro-florestais, como também na arborização, principalmente devido a seus frutos serem consumidos por roedores e aves (CRUZ, 2001). Devido às palmeiras serem uma das mais representativas das espécies vegetais, é expressamente importante se ter a compreensão de sua morfologia e toda sua estrutura: folha, frutos, sementes, floração, bem como o desenvolvimento para a área de pesquisa a exploração com métodos racionais mantendo a conservação da floresta e o programo de novas tecnologias que venham a contribuir para o aproveitamento econômico das espécies desta família (Mendonça, 1996). |
| METODOLOGIA: |
| A palmeira em pesquisa Oenocarpus bacaba, foram identificadas no sitio três irmãos localizado no lago de Serpa, no município de Itacoatiara/AM. Estudo realizado a 25 indivíduos para a caracterização morfológica de Oenocarpus bacaba, os mesmos são submetidos á medição com auxilio de hipsômetro. O DAP (diâmetro a altura do peito), o levantamento foi realizada utilizando trena. Efetuaram-se coletas periódicas dos frutos maduros de vários indivíduos cerca de 200 frutos e postos em imersão a água a temperatura de 50°C, com permanência de 30 minutos, em seguida foram despolpados e retirados todos seus resíduos que por ventura permanecia na semente, foram separadas 100 sementes para a mensuração do diâmetro e do comprimento, feitas com auxilio de paquímetro e para a obtenção do peso da matéria fresca, posteriormente foi levado à estufa em 70°C e pesados posteriormente em balança eletrônica para obter o peso constante. Onde outras 100 sementes foram posta em substratos. |
| RESULTADOS: |
| A altura total e DAP (diâmetro) dos 25 indivíduos, na primeira marcação, registrou a media da altura total em 15,74m, DAP 26,43. Na seqüência da pesquisa nos primeiros seis meses efetuaram-se coletas periódicas dos frutos, conseqüentemente instalados para germinar. Após um mês iniciaram-se a germinação dos 100% das sementes da espécie de bacaba, 60 % germinaram, considerando um alto índice de germinação, é considerado do tipo remoto tubular. Usando medição das plântulas, aritmeticamente das medias e os valores mínimos e máximos obtido em planilha eletrônica excel : a plântula inteira, PMF (peso da matéria fresca) 1,7g e PMS (peso da matéria seca) 0,47g os valores do PMF para os mínimos 1,5g e valores máximos 2,4g os PMS para os mínimos 0,25g e máximos 0,63g o desvio padrão dos referidos PMF 0,51e PMS 0,2 dos valores máximos e mínimos. Do sistema radicular, CMP (comprimento) media 3,6cm, valor mínimo 2,7cm e máximo 4,1cm e DM (diâmetro) média 0,15 valor mínimo 0,8 cm e máximo 0,26 cm; pecíolo, DM a média 0,25 cm valor mínimo 0,2 cm máximo 0,32 cm; DM bainha, a média 0,29 cm valor mínimo 0,19 cm e máximo 0,36 cm; folha CMP (comprimento) a média 6,11cm valores mínimo 3,4 cm e máximo 7,2 cm; LRG (largura) a média 1,86 cm valores mínimos 1,2 cm e máximo 2,6 cm. |
| CONCLUSÃO: |
| As palmeiras superiores tem crescimento rápido, são lentas para as palmeiras menores, como também um crescimento em diâmetro que diminui com a idade, estas variações morfológicas influenciadas pela intensidade de luminosidade. Em relação às diferentes fases de vida da Oenocarpus bacaba, o desenvolvimento de uma fase para outra, ou seja, de semente para plântula foi de um mês e as outras fases subseqüentes obtiveram variações diferentes. |
| Instituição de Fomento: UEA-Universidade do Estado do Amazonas-CESI |
| Trabalho de Iniciação Científica |
| Palavras-chave: morfologia, botânica, palmeira. |