| Reunião Regional da SBPC em Tabatinga - Tabatinga / AM - 2009 |
| G. Ciências Humanas - 7. Educaçao - 3. Educação Ambiental |
| A PRÁXIS PEDAGÓGICA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE TEFÉ - AM |
| MARIA ENEIDA ARAÚJO DA SILVA1 RUTH DA SILVA SAMIAS1 EVELYNE CONCEIÇÃO DE SOUSA TORRES1 KATLEN CRHISTIAN TRIBUZY BANDEIRA2 JOSÉ SIQUEIRA BENITES3 |
| 1. Especialistas em Conservação dos Recursos Naturais pelo CEST/UEA 2. Especialistas em Conservação dos Recursos Naturais pelo CEST/UEA 3. Especialistas em Conservação dos Recursos Naturais pelo CEST/UEA 4. Licenciada em Química CEST/UEA 5. Prof. MSc. - Ciências Biológicas CEST/UEA |
| INTRODUÇÃO: |
| A Educação Ambiental nas escolas é uma das propostas para solucionar os problemas ambientais. De acordo com a Lei 9795/99 a educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal. O MEC, com este fim, promoveu a criação dos PCNs nacionais. Um dos objetivos desse documento oficial é implantar a Educação Ambiental, como tema transversal e interdisciplinar, em todos os níveis de ensino. O presente trabalho apresenta o resumo de três monografias defendidas no Centro de Estudos Superiores de Tefé - CEST/UEA em dezembro de 2007 com o objetivo de diagnosticar a situação da EA nas escolas de Ensino Fundamental e Médio de Tefé em 2007 na perspectiva da Lei 9795 de 1999 e dos PCNs. O diagnóstico em EA, embora criticado, é um importante instrumento na efetivação dos ajustes necessários para o cumprimento da lei 9795/99 e dos PCNs. |
| METODOLOGIA: |
| Os dados foram coletados em setembro de 2007, através de desenhos, questionários abertos, entrevistas e relatório ambiental das escolas. Para os gestores e professores das diversas disciplinas foram aplicados questionários e entrevistas. Aos alunos do 1o ciclo solicitou-se a confecção de desenhos onde demonstrassem suas percepções em relação aos fundamentos da EA. Aos demais alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio aplicaram-se questionários. Os questionários e formulários abordavam conhecimentos e percepções sobre EA. Amostragem aleatória de: 10% dos alunos, 100% dos professores e gestores de todas as escolas do Ensino Fundamental (10 e 20 ciclo); 30% dos alunos, 100% dos professores e gestores de todas as escolas do Ensino Fundamental (30 e 40 ciclo) e 33% (411 alunos) de um universo de 1232 alunos, 63% dos professores e 100% dos gestores das quatro escolas (100%), nas quais funciona o Ensino Médio. Para chegar aos resultados usou-se o método Estatístico. |
| RESULTADOS: |
| Os resultados revelam amplas divergências entre o que acontece na prática da escola e o que preconiza a Política Nacional de Educação Ambiental. Os professores apresentam certo grau de conhecimento, ainda que superficial, do que seja problema ambiental, meio ambiente, educação ambiental, interdisciplinaridade e transversalidade, numa perspectiva ecológico-preservacionista. Na práxis das escolas a EA fica restrita principalmente a Geografia, Biologia e Educação Física. Praticamente não existem projetos em EA sendo trabalhados nas escolas. As aulas são na maioria das vezes de caráter teórico e pontual e os temas alheios à realidade local. Os alunos, na sua grande maioria não colocam em prática os fundamentos da EA. Tal situação pode estar relacionada à falta de capacitação continuada dos gestores, pedagogos e professores no que diz respeito ao tratamento da dimensão ambiental. |
| CONCLUSÃO: |
| A Práxis da EA no Ensino Formal em Tefé, não é transversal e nem interdisciplinar, ocorrendo sim de forma pontual e desfocada da realidade regional. Portanto, torna-se evidente a necessidade de metodologias, material didático adequado à região e cursos ou centro de capacitação em EA para todos os profissionais envolvidos na educação regular de Tefé e região. |
| Instituição de Fomento: Universidade do Estados do Amazonas – UEA; Centro de Estudos Superiores de Tefé – CEST |
| Palavras-chave: EDUCAÇÃO AMBIENTAL, ENSINO FORMAL, DIAGNÓSTICO. |