| Reunião Regional da SBPC em Tabatinga - Tabatinga / AM - 2009 |
| C. Ciências Biológicas - 10. Microbiologia - 3. Microbiologia |
| AVALIAÇÃO MICOINSETICIDA DO FUNGO AMAZONICO Pycnoporus sanguineus (L.F.) MURR CONTRA TERMITAS E FORMIGAS CORTADEIRAS |
| Andrey Azedo Damasceno1 Cynara da Cruz Carmo2 Ademir Castro e Silva3 Vandineth Pires1 Jorge Koide1 Paulo Roberto Soares1 |
| 1. Universidade do Estado do Amazonas/UEA 2. Profa. MSc. /UEA - Orientadora 3. Prof. Dr. UEA/MBT - Co-Orientador |
| INTRODUÇÃO: |
| As formigas cortadeiras são insetos eusociais encontrados exclusivamente nas regiões tropicais e subtropicais das Américas. Elas se alimentam de um fungo específico, que cresce nas câmaras subterrâneas de seus ninhos. Já os cupins ou térmita são insetos da ordem Isoptera, que contém cerca de 2.800 espécies catalogadas no mundo. A família Termitidae é bastante diversificada, e compreende cerca de 85% das espécies de cupins conhecidas do Brasil (BERTI-FILHO, E. & L.R.FONTES,1995). Apesar do seu papel nos ecossistemas, muitos insetos são considerados pragas pois destroem colheitas. O principal dano causado pelos cupins é conseqüência da sua capacidade de digerir celulose. Dos fungos amazônicos estima-se que somente cerca de 5% das espécies é conhecida, e que muito pouco é conhecido sobre a sua biologia (CASTRO E SILVA et al, 2002). Portanto, o presente trabalho objetiva utilizar o extrato de um fungo amazônico como bioinseticida contra térmitas e formigas cortadeiras. |
| METODOLOGIA: |
| A linhagem utilizada neste estudo foi do fungo Pycnoporus sanguineus (L.F.) MURR coletado nas serrarias e em áreas ao redor do Município de Parintins/Am. Os fungos foram armazenados em sacos de papel e posteriormente desidratados em temperatura ambiente, por 76h. O extrato foi preparado com 800g do carpóforo triturado e utilizando como solvente 1000 mL água e álcool absoluto para extrair os compostos ativos. O extrato aquoso foi diluído na concentração 4%,o extrato etanólico primeiramente foi evaporado o álcool para posteriormente ser concentrado utilizando água destilada na mesma concentração do aquoso. Os bioensaios foram realizados em triplicatas sendo que em cada placa foi borrifado 5ml de cada extrato e duas amostras controle, onde uma foi mantida a seco e a outra borrifado 5ml de água destilada e mantidas todas as placas em temperatura de 28 graus C dentro de uma incubadora B.O.D, sendo realizada a contagem de indivíduos vivos em mortos a cada 2h. |
| RESULTADOS: |
| A atividade dos extratos aquoso e etanólico foi mensurada pela porcentagem de formigas e cupins que morreram após a aplicação. De modo geral, após um período de 24h, foram realizadas 4 contagens em intervalos de 4 horas, sendo obtidos os seguintes resultados: 66% das formigas estavam mortas e 79% dos cupins também morreram durante o mesmo período. Esse índice aumentou em 35% para o ensaio com o extrato etanólico. No controle, onde utilizamos água destilada ocorreu, no mesmo período, 12% de mortos e nas placas secas apenas 2% dos indivíduos morreram. |
| CONCLUSÃO: |
| O extrato etanólico mostrou-se 35% mais eficiente que o extrato aquoso, para ambas as espécies, pois obteve-se maior índice de mortandade. Portanto, o extrato do fungo Pycnoporus sanguineus (L.F.) MURR apresentou atividade micoinseticida satisfatória contra térmitas e Hymenopteras da família Formicidae, ampliando o potencial biotecnológico deste fungo e consequentemente buscando mecanismos menos impactantes ao meio ambiente. |
| Instituição de Fomento: Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas/FAPEAM |
| Palavras-chave: Formigas cortadeiras, Térmitas, Fungos. |