Reunião Regional da SBPC em Tabatinga - Tabatinga / AM - 2009
C. Ciências Biológicas - 3. Bioquímica - 3. Enzimologia
DETERMINAÇÃO DA ENZIMA CELLOBIOHYDROLASE NO FUNGO Pycnoporus sanguineus EM DIFERENTES MEIOS DE CULTURA E PH
Paulo Roberto Serrão Soares1
Cynara da Cruz Carmo1
Ademir Castro e Silva1
Jorge Pontes Koide1
Andrey Azedo Damasceno1
Maria Dolores Fonseca1
1. UEA
INTRODUÇÃO:
Um dos grandes problemas de todos os tempos tem sido o ataque de fungos à madeira, uma vez que a madeira em virtude de sua estrutura e composição química é suscetível as ações de organismos xilófagos principalmente os pertencentes à classe dos basidiomicetos onde se inserem o fungo Pycnoporus sanguineus, basidiomicetos típicos da Amazônia. Este fungo possui um “pool” enzimático que entre outras enzimas, produz de maneira significativa, a enzima Cellobiohydrolase, que por sua vez apresenta grande importância para indústria de alimentos, evidenciando o grande potencial biotecnológico dos fungos amazônicos, que até então eram tidos apenas como deterioradores de madeira.
METODOLOGIA:
A linhagem utilizada neste estudo foi a de Pycnoporus sanguineus coletada nas serrarias e em áreas ao redor de Parintins.
Meio de cultura para otimização: Para otimização do meio de cultura, foram utilizados o meio Sabourand 4% e meio Agar-malte + Dextrose e meio BDA.
Quantificação do Crescimento Fúngico: Segundo metodologia proposta por Bettucci & Guerrero (1971), foi realizada uma medição diária para cada meio de cultura a intervalo regular de 24 horas, durante sete (07) dias após crescimento micelial.
Determinação Enzimática: O fungo foi inoculado em meio malte líquido com glicose como fonte de carbono. Amostras de 2 mL do meio de cultivo (caldo filtrado) foram consideradas como fonte enzimática, essas amostras foram coletadas no 2°, 4°, 6°, 8°, 10° e 12° dias para observação do período de maior produção enzimática.
RESULTADOS:
Em condição estacionária não houve produção enzimática para Cellobiohydrolase (FPA), mesmo quando foi acrescentado glicose como fonte de carbono. No entanto, em condições de agitação observou-se atividade desta enzima. Nossos resultados concordam com o apresentado por Castro e Silva et al. (1993) no que diz respeito ao uso de um "pool" enzimático, por estes fungos, para penetrar na matriz "amorfa" que compreende a parede celular do tecido xilemático. Nas condições de crescimento descritas, a enzima FPA só apresentou quantidade detectável também no oitavo dia de crescimento e como mostra o gráfico abaixo, alcançou valor máximo no décimo segundo dia do experimento, quando a partir de então essa atividade começou a decrescer essa atividade.
CONCLUSÃO:
O fungo P. sanguineus possue uma apreciável atividade celulolítica. As condições de crescimento influenciam na atividade enzimática de Cellobiohydrolase, que não foi detectada em condição estacionária e teve considerável atividade sob agitação, sendo o décimo segundo dia o pico máximo de ativação desta enzima. Ressalta-se, entretanto, que a regulação da produção celulolítica de P. sanguineus deve ainda ser esclarecida através de estudos mais detalhados.
Instituição de Fomento: FAPEAM
Trabalho de Iniciação Científica
Palavras-chave: FUNGO, ENZIMA, CELLOBIOHYDROLASE.