Reunião Regional da SBPC em Tabatinga - Tabatinga / AM - 2009
G. Ciências Humanas - 9. Sociologia - 7. Sociologia
DIVISÃO DE TRABALHO NAS RELAÇÕES DE GÊNEROS
Ana Maria Libório de Oliveira1
1. Universidade do Estado do Amazonas – UEA
INTRODUÇÃO:
Esse artigo traz o relato do trabalho de campo direcionado à comunidade da Feira do Porto de Tabatinga, conhecida coloquialmente como Feira dos “Peruanos” e descreve sobre a Divisão de trabalho nas relações de gêneros no Município do Estado do Amazonas em Tabatinga e, observando em especial, os feirantes que comercializam à margem do Rio Solimões que faz .fronteira do Brasil com Peru. O trabalho de campo foi realizado por meio de observações e questionamentos pessoais que mostram o “caminhar” das relações de gênero que os feirantes possuem e mostram a realidade vivenciada numa comunidade diversificada em produtos e pessoas trabalhando, sendo realizada em um contexto semi-urbano e voltado para uma realidade econômica e social.
METODOLOGIA:
A investigação foi por observação no local, por meio de anotações sem interferências de questionamentos e conversação com os feirantes e consumidores. A permanência da pesquisadora foi na frente da feira sentada no centro da escadaria, onde foi permitida uma visualização frontal a feira e facilitava ter uma visão lateral. A investigação foi dividida em três etapas, descrevendo-as cada uma com relatos impessoais: observação da existência de homens, mulheres e crianças; produtos que homens e mulheres vendiam e a existência de setores das mercadorias.
RESULTADOS:
É bem nítida as mercadorias estabelecidas entre gêneros, as mulheres ficam as mercadorias de varejo e de pequeno porte e mercadorias que sejam de fácil manuseio como verduras e frutas, por exemplo: batata, cebola, pepino, tomate, alface, repolho, abacaxi, mamão, etc.O trabalho das mulheres era bem mais tranqüilos que dos homens, elas não tinham trabalho de separar as verduras e frutas, quem os faziam eram os próprios compradores, elas apenas recebiam o dinheiro em alguns casos retornava o troco, sendo desta forma dando oportunidade para que elas pudessem cuidar de seus filhos que ainda amamentavam, em todas as barracas observadas todas as mães estavam amamentando e algumas delas estavam acompanhadas por senhoras mais velhas ou meninas e meninos bem novos, supostamente além do bebê de colo os meninos até uns 5 anos e as meninas até 13 anos, mas nenhuma criança está envolvida com o trabalho, nem sequer em uma atividade de receber dinheiro e sim apenas para ter o cuidado da mãe ou para ajudá-la a olhar o pequeno que estava sendo amamentado.Os homens estavam distribuídos em venda de melancia, vendida inteira, pois em alguns locais a melância é vendida em fatias, mas na Feira é somente inteira, também com carnes, peixes e banana regional em cachos, também não vendiam as bananas apenas em partes menores e sim o cacho por inteiro.
CONCLUSÃO:
Constatou-se que este termo territorialidade, com certeza, terá avanços à medida que os índios buscarem seu espaço e reivindicaram seus direitos, de forma que muitos deles já estejam buscando conhecimentos intelectuais para alcançar este objetivo e que os não indígenas possam ver a dimensão e a responsabilidade de manter e perpetuar o conhecimento indígena. Tem que haver uma dinâmica, uma difusão no estado permanente dos indígenas e não indígenas, com uma grande interação e integração social.
Palavras-chave: Índio e Territorialidade, Sentimento de pertencimento, Contexto Escolar.