Reunião Regional da SBPC em Tabatinga - Tabatinga / AM - 2009
G. Ciências Humanas - 9. Sociologia - 7. Sociologia
O Trabalho Infantil e as conseqüências para o fator escolaridade: o caso dos alunos do Ensino Fundamental do Colégio Waldomiro Peres Lustoza
Ana Maria Libório de Oliveira1
Gérman Pallacio2
1. Esp. Universidade do Estado do Amazonas – UEA
2. Prof. Dr. Universidade Nacional da Colômbia
INTRODUÇÃO:
Esta pesquisa trata a respeito da prática do trabalho infantil inserida na Escola Estadual Waldomiro Peres Lustoza no Município de Manaus no Estado do Amazonas, tem finalidade em mostrar os resultados de pesquisa realizada para a dissertação de tese de Mestrado.Utilizou-se como natureza da pesquisa - pesquisa aplicada pois gera conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos, envolvendo verdades e interesses locais. A forma de abordagem foi realizada por meio da pesquisa: quantitativa que traduz em números opiniões e informações para classificá-los e organizá-los, utilizando métodos estatísticos - qualitativa que considera a existência de uma relação dinâmica entre mundo real e sujeito, sendo descritiva e utiliza o método indutivo. A prática do trabalho infantil pode gerar prejuízos na qualidade de vida escolar do aluno. Desse modo, a discussão acerca dessa prática tem interesse aos educadores, alunos e profissionais que almejam uma melhoria na educação pública.
METODOLOGIA:
A metodologia utilizada foi abordada de forma qualitativa e quantitativa e o instrumento de coleta de dados utilizado foi o questionário com perguntas abertas e fechadas para o público alvo (crianças que trabalham e estudam) e com seus professores, e uma observação participante em nos ambientes de trabalho dos alunos que tem esta atividade. Tomou-se como unidade geográfica a zona urbana de Manaus e selecionou-se alunos da 6º série do Ensino Fundamental do Colégio Waldomiro Perez Lustoza no total de 35 alunos e para um comparativo, 7 alunos de uma escola privada que tem atividade trabalhista.
RESULTADOS:
Pela análise de conteúdo foi possível perceber que o não sucesso no rendimento escolar é característica visível nos alunos que dividem seu tempo com a atividade laboral. Um número expressivo de alunos não passou em qualquer disciplina com média esperada no 2º bimestre de 2008, enquanto podemos perceber que os alunos que apenas trabalham se saíram melhor em seu desempenho. Diante desse quadro, não é possível negar a influência negativa do trabalho infantil na vida escolar de muitas crianças e adolescentes. Aplicado em uma escola particular a mesma metodologia com sete alunos que trabalhavam e verificou-se que apesar de estarem inserido nessa prática seus rendimentos foram bons. Concluiu-se que a prática em classes menos favorecidas não obteve resultados positivos e nos alunos da escola particular, de classe média, não houve prejuízo no rendimento escolar. Portanto, não é a prática do trabalho que interfere no rendimento e sim o que essa prática representa e de que forma ela é realizada.
CONCLUSÃO:
As escolas públicas que abrigam crianças que desempenham atividades trabalhistas, deverão unir-se a outros companheiros na busca pela erradicação do trabalho infantil de seus meninos, pois tirar o Estatuto do papel é uma operação que pede ajuda a todos. A escola ainda é excludente, por falta de vagas e por não levar em conta a realidade dos discentes. Trabalha com uma visão idealizada de alunos de classe média. Ao fazer isso, não acolhe aquela que não está inserida nesse contexto.
Palavras-chave: Educação, Trabalho Infantil, Desempenho Escolar.