Reunião Regional da SBPC em Tabatinga - Tabatinga / AM - 2009
G. Ciências Humanas - 7. Educaçao - 3. Educação Ambiental
A FORMAÇÃO PREVENTIVA DO HOMEM: UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Márcio Rocha Abensur1
1. Universidade do Estado do Amazonas – UEA
INTRODUÇÃO:
Este trabalho é resultado de um estudo realizado com o objetivo de comprovar, de uma forma simples e objetiva, que o momento mais propício de educar o homem é na infância até a adolescência. Hoje vemos uma grande preocupação com o lixo e com a reciclagem, por exemplo, fatores importantes, porém, “curativos”. O presente trabalho sugere uma outra forma de abordar o cuidado com o meio ambiente: uma formação ambiental preventiva. Enquanto são realizados esforços para compensar os estragos causados por uma espécie que traçou seu destino na busca incessante de novos conhecimentos e novos mecanismos de progresso sem se preocupar a que custo isso seria alcançado, paralelamente estaremos cuidando da formação de futuros cidadãos responsáveis com a própria vida, mudando a realidade atual, onde o cuidado é direcionado aos problemas causados pelo homem já adulto, quando este mesmo homem poderia ter crescido com o conhecimento da importância da preservação da meio ambiente.
METODOLOGIA:
O presente trabalho apresenta um estudo original de pesquisa de campo com observação durante o período de três meses de análise qualitativa com o intuito de comparar a influência da Educação Ambiental na infância com sua influência em jovens e adultos, aqui representados por escolares de ensino médio. Para tal, foi acompanhado um grupo de crianças em idade escolar de séries iniciais, as quais, após entrevista com seus pais ou responsáveis, passaram a ser orientadas em Educação Ambiental sem que tivessem ciência do fato. Paralelamente, um grupo de jovens em idade escolar de ensino médio também era acompanhado, após terem passado pelo mesmo questionário aplicado com os pais ou responsáveis pelas crianças avaliadas. Após um período de 3 meses de acompanhamento, foi realizada a mesma entrevista com os dois grupos, sendo comparados os dados das duas entrevistas para verificar o aproveitamento do grupo de crianças e do grupo de jovens e adultos.
RESULTADOS:
Como já esperado, o grupo de crianças apresentou uma mudança significativa nas atitudes, apresentando avanço nas respostas do segundo questionário, o que explica o avanço positivo nas respostas dos pais e responsáveis no questionário final. Quanto aos jovens e adultos, como era provável, os dados revelam uma pequena, porém significativa, amostra de diferença entre as suas respostas e as de seus pais e responsáveis, tanto no primeiro quanto no segundo questionários. Assim, constatamos que as afirmações dos pais e responsáveis não estavam de acordo com as afirmações de alguns alunos de Ensino Médio no primeiro questionário, o que se repetiu no questionário final. Os mesmos alunos apresentaram mudanças significativas em suas respostas, porém, foram contrariados pelas respostas de seus pais ou responsáveis. Isto nos leva a crer que, na realidade, não houve mudança positiva neste grupo.
CONCLUSÃO:
Sabemos da necessidade de um maior aprofundamento no estudo, pois, precisaríamos acompanhar as crianças durante alguns anos, pelo menos, para que pudéssemos provar que, quando adultas, teriam uma visão muito diferente da atualmente praticada. Por outro lado, a partir de várias referências sobre a importância de uma educação de qualidade na infância, este estudo possibilitou uma reflexão sobre a eficiência do trabalho educacional ambiental preventivo, visando a orientação do homem quando este ainda está descobrindo-se como ser, momento em que está aberto às propostas oferecidas pelo meio.
Palavras-chave: Educação Ambiental, Meio Ambiente, Educação Infantil.