| Reunião Regional da SBPC em Tabatinga - Tabatinga / AM - 2009 |
| G. Ciências Humanas - 7. Educaçao - 11. Ensino-Aprendizagem |
| DIFICULDADE NA APREDIZAGEM DO CÓDIGO ESCRITO DE LÍNGUA PORTUGUESA |
| Elison da Silva de Almeida1 Sebastião Rocha de Souza1 Ana Letícia Ferreira de Carvalho1 Simone Cardoso Soares1 |
| 1. Universidade do Estado do Amazonas |
| INTRODUÇÃO: |
| A aprendizagem do código da escrita não pode ser separada da oral. Como se fosse a única capaz de direcionar a alfabetização da criança. Observa-se que, a atividade da aprendizagem do código da escrita não é desvinculada da leitura ou vice-versa. A finalidade deste trabalho é identificar o que provoca aumento na evasão escolar indígena na Escola Municipal Porto Cordeirinho, pois não permanecem nas séries futuras, por mostrar incapacidade na atividade da escrita. Sendo assim, os processos expostos pelo professor de língua portuguesa devem em maior parte atender as necessidades dos próprios alunos. Na qual, a sugestão do discente, também servirá de elo entre a língua portuguesa e o modo de ensino do código da escrita, para que não se tenha muita dificuldade na aprendizagem da mesma. Nesses trâmites, este trabalho de investigação propõe identificar as dificuldades dos alunos na aprendizagem do código da escrita de língua portuguesa. Bem como, verificar o processo de aprendizagem, evidenciar como ocorre a interculturalidade e, mostrar as técnicas pedagógicas usadas no processo de ensino do código da escrita de língua portuguesa. |
| METODOLOGIA: |
| O estudo realizou-se na Escola Municipal Porto Cordeirinho, da qual, advém do próprio nome da aldeia oferece o Ensino Fundamental e, atende “404 alunos” (SEMED, 2007). O anexo Roberto Almeida foi o local da realização da atividade investigativa. A turma “31” (Trinta e um) da 3ª série do turno vespertino do referido anexo foi o alvo do trabalho. Utilizamos a técnica direta-participante em sala de aula, entrevistas não-diretivas com alunos e professor e, fotocópias da prática do código de escrita de língua portuguesa de quinze alunos. Desse modo, valorizou as atividades, as falas das crianças indígenas e do próprio docente, para que fosse realizado um desenho textual da investigação descritiva. |
| RESULTADOS: |
| Na aldeia indígena não se tem o uso diário da língua portuguesa e sim da língua Ticuna. Desse modo, torna-se importante o ensino parcial da gramática no decorrer dos anos que precedem a 5ª série. Entretanto, os alunos desta não condizem com tal realidade. Algumas evidências podem ser notadas na desorganização quanto à forma estrutural do texto a ser copiado pelos alunos, como por exemplo: “o trabalho na roça è muita bons porque a gente planta de tudo. Nós plantamos macasceira”. Observa-se, que a separação entre as palavras estão em sua maioria na ordem similar com o exigido corretamente. Entretanto, o traçado das letras (t, x, l, r, p, d, i) carece de linearidade. E, nas palavras (bom, porque, planta, tudo, plantamos e macaxeira), ocorrem irregularidades nos seus aspectos “formais”. O ‘o’, por sua vez, é grafado maiúsculo, porém o seu tamanho equivale ao minúsculo. Diante destes, observou-se que os alunos da referida série estão desprovidos da prática pedagógica que os levem a julgar a serventia e o que aguardam da escrita, para que a partir daí, planeje as atividades adequadamente. Assim, há uma necessidade do professor em fazer leitura de romances, jornais, contos... Para que, os alunos assimilem situações da linguagem oral do português, uma vez que não possuem contato com tal linguagem. |
| CONCLUSÃO: |
| As dificuldades apresentadas na aprendizagem do código da escrita de língua portuguesa dos alunos da 3ª série da referida Escola estão relacionados principalmente com a ausência constante no uso do português no cotidiano das crianças. Cabe ao professor direcionar as atividades de escrita com leituras diárias, mostrar o sistema de escrita, os tipos, a finalidade, ouvir as perspectivas das crianças, fazer com que a família ajude e, que a escola atente para este fato negativo, pois esta deve motivar os alunos. |
| Instituição de Fomento: FUNDAÇÃO DE AMPARO A PESQUISA NO AMAZONAS |
| Palavras-chave: Escola, língua, interculturalidade. |