Reunião Regional da SBPC em Tabatinga - Tabatinga / AM - 2009
C. Ciências Biológicas - 8. Genética - 4. Genética Molecular
FREQUÊNCIA DE DISTRIBUIÇÃO DO POLIMORFISMO Asp299Gly DO GENE TLR4 EM DESCENDENTES DE EUROPEUS, ASIÁTICOS E AFRO – BRASILEIROS DA REGIÃO DE RIBEIRÃO PRETO – SP
Simone Cardoso Soares1
Virgilio Bandeira do Nascimento Filho1
1. Professores da Universidade do Estado do Amazonas Tabatinga-AM (CSTB)
INTRODUÇÃO:
Recentemente, dez membros da família dos TLRs (Toll-Like Receptors) têm sido identificados em mamíferos e estão envolvidos no reconhecimento de partículas microbianas específicas que disparam a imunidade imediata (KANG & CHAE, 2001). Usando RT-PCR (transcrição reversa-PCR) e análise de Elisa, Kadowaki et al (2001) definiram a expressão diferencial dos receptores TLR1 ao TLR10 por meio do reconhecimento de perfis de PAMPs e modelos de produção de citocinas em monócitos e precursores de células dendríticas. Os TLRs são diferencialmente expressos em células envolvidas na primeira linha de defesa do hospedeiro, incluindo células apresentadoras de antígenos (APCs), macrófagos, neutrófilos, células endoteliais da mucosa e derme. A análise de TLR4 revelou alterações em 14 (18%) de 77 pacientes e em 5 (13%) de 39 voluntários. Em adição foi encontrada uma incidência significativa de infecções por bactérias gram negativas em pacientes com mutações nesse gene (11 de 14), comparada com os normais (11 de 63). Mutações no TLR4 em resíduos Asp299Gly e Thr399Ile estão associados com baixa resposta imune para endotoxina de microorganismos patogênicos inalada em humanos (AGNESE et al, 2002). Esse trabalho propõe estabelecer a freqüência do polimorfismo Asp299Gly do gene TLR4 em descendentes de japoneses, europeus e afro-brasileiros, indicando à susceptibilidade desses grupos étnicos a infecção por microorganismos patogênicos.
METODOLOGIA:
Nossas amostras consistiram de três principais grupos étnicos da região de Ribeirão Preto–SP: 500 afro-brasileiros, 500 descendentes asiáticos, 500 caucasianos descendentes de europeus. Utilizamos para análise das amostras PCR-RFLP e seqüenciamento direto, visualizados por meio do programa ABI PRISMTM377 DNA Sequencing Analysis – versão 3.3 (Perkin Elmer) e as seqüências foram posteriormente analisadas por meio do software Sequencher versão 3.1.
RESULTADOS:
Na análise dos grupos étnicos nossos resultados demonstram uma freqüência de distribuição do polimorfismo Asp299Gly em heterozigose apenas em 4% dos (500) caucasianos descendentes de Europeus, sendo que em afro-brasileiros e descendentes de asiáticos não detectamos essa alteração genética. A baixa freqüência de Asp299Gly para o gene Toll-Like Receptor 4 (TLR4) detectada nos grupos étnicos não é significativa e não difere da literatura sugerindo que seja rara em asiáticos e africanos. Indicando que não há uma variação de suscetibilidade para o TLR4 entre os grupos estudados a infecção por microorganismos patogênicos.
CONCLUSÃO:
Nossos dados mostram que não há variação de freqüência alélica do polimorfismo Asp299Gly para o gene Toll-Like Receptor 4 (TLR4) nos grupos étnicos estudados. Indicando que os afro-brasileiros, os descendentes de asiáticos e europeus não apresentam variabilidade genética para o gene TLR4.
Palavras-chave: TLR, polimorfismos, freqüência alélica.