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Home / A SBPC / Histórico Presidentes de Honra

O título de Presidente de Honra é concedido pela SBPC, por meio de seu Conselho,  a pessoas de notável saber que hajam prestado relevantes serviços à causa da Ciência.

 

Presidentes de Honra

Adolpho Martins Penha (1904-1980)

Formou-se em Medicina Veterinária na recém criada Escola de Medicina Veterinária de Pouso Alegre. Além de médico veterinário, Penha se interessava profundamente pelas ciências exatas como matemática, astronomia e física. As ações dedicadas, por sua predileção foram pneumoenterite dos bezerros, peste suína, brucelose e tuberculose. Ele inovou também, com antibióticos lançados para a área humana no tratamento da tuberculose, estudando seus efeitos nos bovinos. Em 1972 recebe o prêmio H. A. Boilesen e o título de "Doutor Honoris Causa" pela Unicamp em 1971.

Alberto Carvalho da Silva (1916-2002)

Médico e fisiologista luso-brasileiro nascido no Porto, Portugal, se notabilizou no Brasil e no exterior, por seus estudos na área de nutrição. Durante toda sua trajetória como pesquisador e acadêmico, revelou-se também, um defensor da ciência e dos cientistas brasileiros. Formou-se na Faculdade de Medicina da USP (1940) e, no ano seguinte, entrou para o Departamento de Fisiologia da USP, primeiro como assistente e depois como livre-docente (1954), professor-adjunto (1960) e professor catedrático (1964). Ele foi autor de mais de 40 trabalhos de natureza experimental na área de nutrição, publicados em periódicos nacionais e internacionais, e de 53 trabalhos experimentais apresentados em reuniões científicas no país e no exterior.

Álvaro Osório de Almeida (1882-1952)

Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro para, depois, aperfeiçoar seus estudos no Instituto Pasteur, em Paris. Exerceu o cargo de diretor dos Serviços de Saúde Pública do estado do Rio de Janeiro, onde estabeleceu e pôs em prática importantes medidas sanitárias. Alcançou grande renome ao lado de seu irmão, Miguel Osório de Almeida, devido ao laboratório que ambos instalaram na cidade do Rio de Janeiro. Apesar da precariedade das instalações, realizaram ali importantes estudos de fisiologia que atraíram a atenção de cientistas consagrados como Albert Einstein, Marie Curie, Georges Dumas e outros.

Carlos Chagas Filho (1910-2000)

Formou-se pela Faculdade de Medicina, atual UFRJ. Encaminhou-se para as carreiras básicas de Medicina Biológica, tendo trabalhado com Costa Cruz, Miguel Osório de Almeida e Carneiro Felipe que provavelmente foi o mestre em ciências que mais o influenciou. Exerceu importantes cargos administrativos, no Brasil e no exterior, sempre ligados à sua área, trabalhando pela formulação de uma política científica nacional. Chefiou organismos internacionais de pesquisa, como o Centro Nuclear de Porto Rico; foi secretário-geral da Conferência sobre a Aplicação da Ciência e da Tecnologia ao Desenvolvimento, em 1962-63; e presidente do Comitê Científico para a Aplicação da Ciência e da Tecnologia ao Desenvolvimento, de 1966 a 1970, ambos da Organização das Nações Unidas.

Darcy Fontoura de Almeida (1930-2014)

Graduado pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (1954). Desde o segundo ano (1950) iniciou estágio de iniciação científica no Instituto de Biofísica (IB), sob a orientação de José de Moura Gonçalves (Bioquímica) e de Antonio Couceiro (Histo e Citoquímica). Em sua carreira no IB, alcançou os títulos de Pesquisador Associado do CNPq (1957), Livre Docente (1965; Professor Adjunto (1970), Professor Titular (1984) e Professor Emérito (2001). Foi um dos precursores da genética de microrganismos no País.

Francisco Mauro Salzano (1928)

Graduado em História Natural pela UFRGS (1950), com especialização em Genética pela USP (1952), especialização em Genética e Biologia Molecular pela UFRGS (1956), doutorado em Ciências Biológicas (Biologia Genética) pela Universidade de São Paulo (1955) e pós-doutorado pela University of Michigan - Ann Arbor (1957). Salzano já recebeu várias homenagens, entre elas o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia.

Haity Moussatché (1910-1998)

Nascido em Smirna, na Turquia, formou-se em medicina pela Universidade do Brasil. Em 1930, ingressou no Instituto Oswaldo Cruz como estagiário. A partir daí foi assistente, biólogo, professor, pesquisador e chefe da Secção de Farmacodinâmica. Ele foi um dos criadores da UnB e da SBPC. Em 1970, no episódio conhecido como Massacre de Manguinhos, foi cassado e perdeu seus direitos, seguindo para Venezuela, onde trabalhou na Universidade Centro-Ocidental Lisandro Alvarado. Foi convidado em 1985 a retornar ao país, para reorganizar o Departamento de Fisiologia e Farmacodinâmica junto com Tito Cavalcanti. Haity foi fundador da International Society of Toxicology e da Sociedade de Biologia do Brasil.

Henrich Rehinboldt (1851-1955)

Influenciado pelo avô, a quem considerava um "guia espiritual", ele graduou-se e doutorou-se (em 1918) na Universidade de Estrasburgo em Química. Foi em 1922 com ele para a Universidade de Bonn. Orientou 35 teses de doutoramento, e teve publicado em 1934 o livro Chemische Unterrichtsversuche (Experiências para o Ensino de Química, em alemão), que teria sucessivas edições ampliadas. A ascensão do nazismo tornou sua situação difícil na Alemanha, e ele acabou por aceitar um convite da Universidade de São Paulo, em 1934, atraído pela ideia de dar início ao curso de Ciências Químicas da recém criada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL).

Henrique de Beaurepaire Rohan Aragão (1879-1956)

Foi um médico brasileiro, um dos pioneiros na medicina tropical. Formou-se pela Faculdade Nacional de Medicina, na cidade do Rio de Janeiro (1904), tendo feito cursos de Zoologia na Universidade de Munique e de Hidrobiologia na Estação Russa de Villefranche. Foi diretor, professor e chefe de serviço do Instituto Oswaldo Cruz, tendo publicado trabalhos sobre protozoários, vírus, bactérias e ixodidas (ácaros).

Henrique da Rocha Lima (1879-1956)

Foi médico sanitarista, patologista e bacteriologista. Ele descobriu o causador da doença tifo, a bactéria Rickettsia prowazekii. Lima recebeu diploma de M.D. na Escola de Medicina de Rio de Janeiro em 1905 e foi um dos fundadores do Instituto Oswaldo Cruz, onde trabalhou com outros pesquisadores brasileiros famosos, como o próprio Oswaldo Cruz, Adolfo Lutz e Carlos Chagas. Participou da fundação da Escola de Medicina de São Paulo e da Universidade de São Paulo. Recebeu muitos prêmios e distinções, como a Cruz de Ferro, a mais alta condecoração alemã, a Medalha de Benemerência do Papa Pio XI e a Medalha Bernhard Nocht.

Lauro Travassos (1890-1970)

Completou o curso secundário no Colégio Alfredo Gomes, do Rio de Janeiro, e doutorou-se na Faculdade de Medicina em 1813, defendendo tese sobre Helmintologia. Ainda estudante de medicina, frequentou o Instituto de Manguinhos, onde depois passou a trabalhar, dedicando-se especialmente à Helmintologia. Nesta especialidade, escreveu seus primeiros 181 trabalhos, passando então a dedicar-se também à Entomologia, especialidade em que publicou numerosos artigos de grande valor. Lauro Travassos foi um dos discípulos de Oswaldo Cruz.

Miguel Osório de Almeida (1890-1952)

Foi médico neurologista e cientista brasileiro, irmão de Álvaro Osório de Almeida, formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ocupou a cátedra de fisiologia da Escola de Agricultura e Veterinária e a chefia do Instituto Oswaldo Cruz. Foi reitor da Universidade do Rio de Janeiro, membro da Academia Brasileira de Letras (?) e autor de notáveis estudos sobre a fisiologia do sistema nervoso, pelo que recebeu o Prêmio Einstein concedido pela Academia Brasileira de Ciências e o Prêmio Sicard, conferido pela Academia de Medicina de Paris.

Newton Freire-Maia (1918-2003)

Professor e geneticista, Freire-Maia ao ser inspirado pela complexa rede de endogamia formada por seus ascendentes da família Figueiredo, realizou profundos estudos sobre casamentos consanguíneos, que levaram a importantes descobertas sobre os efeitos de alelos de genes prejudiciais em diferentes populações, do Brasil e do exterior. Ele publicou cerca de 470 obras bibliográficas, incluindo artigos, trabalhos e livros. Sua dedicação à Ciência lhe valeu inúmeros prêmios, tanto nacionais como internacionais. Em Curitiba, foi homenageado com um parque de ciências que leva seu nome.

Otávio Guilherme Cardoso Alves Velho (1942)

Bacharel em Ciências Políticas e Sociais pela PUC-RJ (1964), é mestre em Antropologia Social pela UFRJ 1970, doutor em Filosofia pela Universidade de Manchester 1973, com pós-doutorado pela Stanford University (1981). Professor titular (1993) e professor emérito (2005) de Antropologia Social da UFRJ, é também pesquisador emérito do Departamento de Antropologia/Museu Nacional/UFRJ, pesquisador sênior do CNPq, reconhecido nacional e internacionalmente por suas contribuições à Antropologia. Foi membro da diretoria da SBPC por três mandatos ocupando os cargos de secretário (1983-1985) e vice-presidente (2007-2009 e 2009-2011) e membro do conselho, também por três mandatos 1979-1983; 1985-1989 e 1995-1999). Ele ainda é membro do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e também presidiu a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs) entre 1986 e 1988. Foi também presidente do Instituto de Estudos da Religião - ISER (1989-1990).

Paulo Sawaya (1903-2003)

Cientista e educador, Paulo Sawaya lançou as bases do muito que se fez no âmbito das ciências biológicas no Brasil no século que se passou, desde os primeiros tempos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, a FFCL. Livre-docente pela recém-fundada Universidade, estabeleceu e assumiu a cátedra de Fisiologia Geral e Animal, em 1937, e participou da criação da SBPC, em 1948. Foi membro de muitas sociedades científicas e ainda recebeu vários títulos honoríficos, entre eles as Palmes Académiques e o de Officer of the Order of the British Empire, este, em especial, pelo seu empenho em promover e manter intercâmbio científico com a Inglaterra.

Ricardo de Carvalho Ferreira (1928-2013)

Químico, foi professor da UFPE, pesquisador e professor visitante de várias universidades americanas e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), além de encarregado de cursos de especialização, aperfeiçoamento e pós-graduação de várias universidades. Participou da equipe do projeto da UnB, convidado por Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira. Foi professor de várias gerações de físico-químicos brasileiros.

Sérgio Henrique Ferreira (1934)

Trabalha no Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. É reconhecido internacionalmente pelas pesquisas que levaram ao desenvolvimento de remédios contra hipertensão e analgésicos antiinflamatórios. Foi presidente da Comissão Nacional de Medicamentos (1988-1989) e vice-diretor e diretor do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (1989-1990). Foi presidente da SBPC (1995-1997 e 1997-1999).

Sérgio Mascarenhas Oliveira (1928)

Graduado em Física pela UFRJ (1952) e em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1951). Professor titular da USP - Instituto de Física e Química de São Carlos (atualmente aposentado). É professor visitante em diversas universidades dos Estados Unidos, México, Japão, Reino Unido e Itália. Fundou e dirigiu diversas instituições, como o Instituto de Física e Química da USP de São Carlos e o Centro Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária em São Carlos (Embrapa).

Simão Mathias (1908-1991)

Foi um dos quatro alunos da primeira turma do curso de química da recém inaugurada USP, em 1935. Foi também o primeiro doutorando em ciências da faculdade. Mathias foi fundamental para o desenvolvimento da USP, lutando para obter recursos para construir o primeiro laboratório de físico-química do país. Passou dois anos nos Estados Unidos, na Universidade de Wisconsin. Lá ele fundamentou sua ideia de como ensinar físico-química. Ao voltar, propôs a construção do laboratório da USP. O próprio Mathias construiu os aparelhos e as células dielétricas. Em 1960, como chefe do Departamento de Química, organizou a centralização de todos os departamentos de química existentes na USP num único grande instituto.

Wilson Teixeira Beraldo (1917-1998)

Em 1943 formou-se em medicina pela UFMG; tornou-se livre-docente em fisiologia pela USP e professor titular de fisiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da UFMG. Membro fundador da SBPC, integrou o comitê de seleção de professores do Max Plank Institute da Alemanha e da Universidade de Buenos Aires. Foi consultor "Ad-Hoc" do CNPq e orientador do curso de pós-graduação em Fisiologia da UFMG, Fellow da Fundação Rockefeller e do British Council. Foi membro da Academia Brasileira de Ciência e da "The New York Academy of Sciences".  O médico e pesquisador foi co-descobridor da substância Bradicinina, em colaboração com Maurício Rocha e Silva e Rosenfeld. Por meio de suas pesquisas, demonstrou a liberação pelo corpo da Bradicinina nos choques anafiláticos e peptônico.

 

Presidentes de Honra (Ex-presidentes da SBPC)

Anísio Spínola Teixeira (1900-1971)

Personagem central na história da educação no Brasil, nas décadas de 1920 e 1930, difundiu os pressupostos do movimento da Escola Nova, que tinha como princípio a ênfase no desenvolvimento do intelecto e na capacidade de julgamento, em preferência à memorização. Reformou o sistema educacional da Bahia e do Rio de Janeiro, exercendo vários cargos executivos. Foi um dos mais destacados signatários do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, em defesa do ensino público, gratuito, laico e obrigatório, divulgado em 1932. Fundou a Universidade do Distrito Federal, em 1935, depois transformada em Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil.

Aziz Ab'Saber (1924-2012)

Foi um dos geógrafos mais respeitados do País. Autor de estudos e teorias fundamentais para o conhecimento dos aspectos naturais do Brasil, desenvolveu ao longo de sua extensa carreira de cientista centenas de pesquisas e tratados de significativa relevância internacional nas áreas de ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia, arqueologia e geografia. Era Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, e professor honorário do Instituto de Estudos Avançados da mesma universidade. Embora aposentado compulsoriamente no final do século XX, manteve-se em atividade até o fim da vida.

Carolina Martuscelli Bori (1924-2004)

Graduou-se em pedagogia pela USP em 1947 e se especializou em psicologia educacional pela mesma universidade em 1948. Fez mestrado em 1952 na New School For Social Research NSSR, Nova York, Estados Unidos. Doutorou-se em psicologia pela USP em 1954, orientada por Annita de Castilho e Marcondes Cabral, com a tese Experimentos de Interrupção de Tarefas e a Teoria de Motivação de Kurt Lewin. Dentre as importantes contribuições de Carolina Bori está sua luta para melhorar a formação profissional dos psicólogos no Brasil.

Crodowaldo Pavan (1929-2009)

Um dos primeiros brasileiros dedicados aos estudos de genética, Pavan realizou pesquisas que o tornaram reconhecido internacionalmente. Sua equipe derrubou, por exemplo, a teoria da constância do DNA. Nessa teoria, acreditava-se que todas as células tinham a mesma quantidade de material genético e só se diferenciavam por influência do meio. A hipótese de Pavan de que poderia haver alterações no número de genes dentro do cromossomo com o desenvolvimento do animal levou oito anos para ser aceita pela comunidade científica. Dedicado à pesquisa experimental, fundou um laboratório de citogenética no Laboratório Nacional de Oak Ridge no Tennessee (EUA) e também foi professor no exterior. Apesar da declarada aversão a funções burocráticas, Pavan incentivou a ciência brasileira ao presidir diversas entidades.

Ennio Candotti (1942)

Graduado em Física pela USP (1964) e pela Università degli studi di Napoli (1972), é coordenador geral do projeto do Museu da Amazônia (MUSA). Participou da criação de “Ciência Hoje” e “Ciência Hoje das Crianças” e da “Ciência Hoy” da Argentina. Foi editor de “Ciência Hoje” de 1982 a 1996. Foi presidente da SBPC (1989-1991, 1991-1993, 2003-2005, 2005-2007).

Francisco João Maffei (1899-1968)

Engenheiro químico, professor e pesquisador, foi ativo e infatigável na busca pelo desenvolvimento de pesquisas no país. Na USP, Maffei foi professor, diretor da Escola Politécnica e vice-reitor da universidade entre 1959 e 1962. A partir do final da década de 40, fomentou inovações à pesquisa sistemática em Engenharia Química na instituição. Foi o grande incentivador da criação do Departamento de Química, instituído em 1955 na USP, e criou o curso de Engenharia Naval sob sua direção. Deu suporte técnico às indústrias que estavam em pleno progresso no Brasil e atuou juntamente com a Prefeitura da Cidade de São Paulo no processo de desenvolvimento e urbanização da cidade.

Jorge Americano (1891-1969)

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da USP em 1912, foi professor, advogado, promotor público, deputado estadual em São Paulo no período de 1927 a 1928, e deputado federal à Assembleia Nacional Constituinte em 1933. Em 1945 foi secretário interino da Educação na cidade de São Paulo. Jurista internacional e memorialista da cidade de São Paulo. Autor de vasta obra como: Processo Civil e ComercialEstudo Teórico e Prático da Ação RescisóriaDa Ação PaulianaDa Ação Rescisória dos Julgados no Direito BrasileiroComentários ao Código do Processo Civil do Brasil (volumes I ao IV), Teses de ConcursoAplicações do DireitoDo Abuso do Direito no Exercício da Demanda, entre outras.

José Baeta Vianna (1894-1967)

Vianna foi professor de Química Fisiológica da Faculdade de Medicina da UFMG e pioneiro das pesquisas de bioquímica no Brasil. Ele criou uma linhagem de bioquímicos e pesquisadores de áreas afins, que tem transmitido às novas gerações a chama da devoção à ciência que herdaram do mestre. Sua contribuição no campo da Bioquímica constitui, sem dúvida, seu maior legado à ciência e ao Brasil.

José Goldemberg (1928)

Físico especializado em energia, exerceu vários cargos no governo federal e no governo do Estado de São Paulo. Como secretário interino de Meio Ambiente (março a julho de 1992), durante o governo de Fernando Collor de Mello, conduziu a participação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (Rio-1992). Foi reitor da USP (1986-1990) e presidente da SBPC (1979-1981). Em 1995 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. Em 2000 recebeu o Prêmio Ambiental Volvo e em 2008 o Prêmio Planeta Azul, concedido pela Asahi Glass Foundation, considerado um dos maiores da área do meio ambiente.

José Leite Lopes (1918-2006)

Especializado na teoria quântica de campos e em Física de partículas. Foi, juntamente com César Lattes, um dos fundadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) em 1949. Cientista, combateu a ditadura e articulou a criação de instituições de pesquisa. No Brasil, além do CBPF participou de articulações para outras instituições importantes, como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Foi presidente da Sociedade Brasileira de Física (SBF) de 1967 a 1971.

José Reis (1907-2002)

Foi cientista, jornalista especializado em divulgação da ciência, editor, escritor e um dos fundadores da SBPC. Em 1925, entrou para a Faculdade Nacional de Medicina, onde se formou em 1930. Fez também curso de patologia no Instituto Oswaldo Cruz, obtendo a medalha de ouro de melhor aluno. Foi convidado em 1930 para trabalhar com bacteriologia no Instituto Biológico, um centro de pesquisas aplicadas do governo estadual no Estado de São Paulo. Mais tarde, em 1935-36, estudou no Instituto Rockfeller, em Nova York. Em 1947 José Reis começou uma carreira paralela como jornalista e escritor, com uma coluna de divulgação científica no jornal Folha de S. Paulo, que manteve por 55 anos.

Maurício Rocha e Silva (1910-1983)

Médico formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, ele foi considerado uma das maiores autoridades científicas e acadêmicas da história recente do Brasil. Rocha e Silva descobriu a bradicinina usada em medicamentos de controle da hipertensão. Foi também professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.  Um dos fundadores da SBPC, foi membro fundador da Sociedade Brasileira de Fisiologia (1957) e da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêuticas Experimentais (1966).

Oscar Sala (1922-2010)

Físico nuclear ítalo-brasileiro nascido em Milão, Itália, estudou aceleradores nucleares, ultra alto vácuo e instrumentação e trabalhou em pesquisas no campo dos raios cósmicos, obtendo a primeira medida do coeficiente de absorção das radiações cósmicas geradoras dos chuveiros penetrantes. Participou do Grupo Científico Internacional de Trabalho sobre Dados Nucleares, organizado pela Agência Internacional de Energia Atômica, em Varsóvia e Tóquio. Integrou o grupo de trabalho Brasil-Estados Unidos, organizado pela National Academy of Sciences e pelo CNPq. Foi diretor-científico da Fapesp, presidiu a Sociedade Brasileira de Física, a SBPC, a Associação Interciência das Américas entre outras entidades.

Warwick Estevam Kerr (1922)

Nascido em Santana do Parnaíba, em São Paulo, Kerr formou-se engenheiro agrônomo – vencendo as etapas do doutoramento e da livre-docência na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", onde foi professor, e, por quatro meses, chefe do Departamento de Genética. Pioneiro na genética brasileira e um dos maiores especialistas em genética de abelhas do mundo, foi professor de várias universidades brasileiras e diretor científico da Fapesp e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Foi presidente da SBPC (1969-1971 e 1971-1973).