Tabatinga1
é uma cidade jovem, emancipada apenas há
26 anos. É limítrofe com Letícia,
cidade colombiana e com Benjamin Constant, município
do qual fazia parte anteriormente. Quando se trata do
espaço físico da cidade, Tabatinga e Leticia
se confundem, separando-se apenas por uma rua.
O marco divisório entre Brasil e Colômbia
às margens do Igarapé Santo Antonio foi
estabelecido pelo Marechal Rondon, ícone do exército
brasileiro, após longa história de colonização
por nações indígenas, expedições
exploratórias e posse da Amazônia brasileira
pela coroa portuguesa. Tabatinga se originou a partir
de um dos inúmeros fortes instalados pelas fronteiras
da Amazônia brasileira, então colônia
portuguesa, para evitar a invasão de espanhóis.
Em 1776, o forte de São Francisco Xavier de Tabatinga
foi instalado ao lado de uma aldeia de Jesuítas
e perdurou até 1932 quando as águas do
Solimões destruíram-no.
Desde o início, Tabatinga assumiu um papel importante
de controle e defesa do território brasileiro
por sua posição estratégica. Em
20 de abril de 1967 foi criada a Colônia Militar
de Tabatinga com a finalidade de “nacionalizar
as fronteiras do país; criar e fixar núcleos
de população; promover o desenvolvimento
e manter a segurança da área pela vigilância
permanente”. Tabatinga e Benjamin Constant originalmente
eram integrados ao município amazonense de São
Paulo de Olivença. Com a criação
do município de Benjamin Constant, Tabatinga
passou a pertencer administrativamente a este como sub-distrito
até dez de dezembro de 1981 quando passou à
condição de município, o qual foi
instalado em 1º de fevereiro de 1983.
O progresso da região tem se confundido com ações
de educação e melhoria de ensino. A presença
das Universidades (Federal e Estadual) é importante
marco na região, pois demonstra uma preocupação
genuína que é levar conhecimento a um
povo para que o mesmo não permaneça isolado
e não seja subjugado por outrem. Dada à
proximidade, os países da tríplice fronteira
têm estabelecido ações de cooperação
promovendo não só a defesa física
e territorial da região, mas também a
harmonia na defesa de um patrimônio biológico,
arqueológico e antropológico que está
longe de poder ser resguardado apenas por meio de ações
militares.
A SBPC, contribuindo com esse esforço da comunidade
acadêmica, abraçou esta causa e organizará,
juntamente com as Universidades lá instaladas
e com o apoio de outras Instituições de
pesquisa e ensino, a Reunião Regional que tem
como tema “O Conhecimento na Fronteira”.
Entre 17 e 20 de março de 2009, estaremos discutindo,
juntamente com pesquisadores e professores da região
e do Brasil, temas relevantes ao conhecimento necessário
para o desenvolvimento sustentável da região
da tríplice fronteira, suas principais características,
suas principais vocações, a presença
de nações indígenas, a riqueza
da diversidade lingüística, bem como o estabelecimento
de um pólo de conhecimento e desenvolvimento
que beneficie os três países limítrofes.
Bem vindo à reunião regional de Tabatinga.
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