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Home / Notícias / Matérias 13 de Abril de 2017 Jardim Botânico de Brasília faz homenagem à Beatriz Bulhões

Área verde distribuída por três hectares do Jardim Botânico é dedicada à bióloga, que foi interlocutora parlamentar da SBPC e faleceu em outubro de 2016. Em declaração emocionada, a presidente da SBPC, Helena Nader, ressaltou a dedicação e o profissionalismo da pesquisadora

A direção do Jardim Botânico de Brasília decidiu batizar de Beatriz de Bulhões Mossri a parte da área verde até então chamada de Jardim Evolutivo, distribuído em três hectares da área total da estação ecológica da Capital Federal. Trata-se de um reconhecimento ao trabalho da bióloga no gerenciamento do espaço verde no período de 1992 a 2000. A homenagem póstuma à pesquisadora aconteceu na noite de ontem, 12, no dia em que ela completaria 52 anos de idade.

Beatriz foi interlocutora parlamentar da SBPC no Congresso Nacional de 2011 a 2016, e nesses cinco anos desenvolveu um trabalho exemplar em prol do diálogo entre a Ciência e o Parlamento. Ela faleceu no dia 3 de outubro do ano passado.

A cerimônia de homenagem à Bia, como era chamada pelos amigos próximos, reuniu familiares e amigos, além de autoridades, como a presidente da SBPC, Helena Nader, a ex-ministra Emília Ribeiro Curi, da pasta da Ciência, Tecnologia e Inovação, e membros da diretoria do Jardim Botânico da Capital Federal. O músico Quito Pedrosa tocou uma música que ele compôs dedicada à bióloga.

As cinzas dos restos mortais de Beatriz foram semeadas pelo seu filho, Francisco, no espaço verde dedicado a ela. A cerimônia também exibiu um vídeo com cenas de diversas fases de vida familiar e profissional dela.

Dedicação

A presidente da SBPC, Helena Nader, muito emocionada, se declarou feliz por estar presente à cerimônia, e acrescentou que a saudade e o amor pela bióloga são muito fortes. “A Bia foi uma pessoa ímpar”, enfatiza a cientista, em reconhecimento ao profissionalismo exercido pela bióloga na SBPC, que, conforme destaca, era conduzido com muita humildade, apesar do domínio sobre o conhecimento.

Segundo o diretor do Jardim Botânico de Brasil, Jeanitto Sebastião Gentilini Filho, o espaço verde dedicado à Beatriz é um reconhecimento ao trabalho desempenhado pela bióloga, que foi protagonista de captação de recursos para construir espaços nobres do local, como o Orquidário e a Casa de Chá.

“O Jardim Botânico de Brasília deve muito à Bia, pela energia e dedicação que ela depositou aqui”, orgulha-se Gentilini. “Toda a área dedicada a ela tem a ver com o que ela realizou aqui”, acrescentou ele, referindo-se ao espaço Jardim Evolutivo, onde foram investidos projetos de botânica. “A Bia sempre estará viva dentro de nós. E essa é uma forma de eternizá-la neste Jardim Botânico.”

Com a mesma entonação, a ex-ministra da pasta de CT&I, Emília Ribeiro Curi, acrescentou que a bióloga transmitia um carisma especial, além da capacidade de trabalho e o conteúdo profissional diferenciado que possuía.

“A Bia era a voz do bom senso e conselheira de muitos; entre esses, eu”, destacou Gerson José Lourenço, coordenador-geral do Comitê Executivo do Fórum CTIE, também presente à cerimônia.

Ainda durante a cerimônia, as colegas Nurit Bensusan e Ana Cartaxo leram alguns trechos do livro “Todo dia é dia de Bia”, da editora IEB Mil Folhas, escrito por elas em homenagem à bióloga.

Biografia

Nascida em 12 de abril de 1965, no Rio de Janeiro, Beatriz mudou-se com a família para Brasília, em 1982.

Graduou-se em Ciências Biológicas, concluiu mestrado em Ecologia pela Universidade de Brasília (UnB) e também em Geoprocessamento, na mesma Universidade. Estava prestes a concluir o doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na área de Política Científica e Tecnológica, com foco em biodiversidade.

A bióloga iniciou carreira no Jardim Botânico de Brasília em 1992, onde foi chefe do Departamento de Ecologia até 2000. Na mesma instituição, também dirigiu o departamento de Relações Públicas de 1995 a 2000.

A carreira de Bia também é marcada pela vice-presidência do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), no Rio de Janeiro, e, também, pela atuação na Associação Brasileira de Empresas de Biotecnologia, como vice-presidente.

Graças à sua habilidade, competência e determinação como interlocutora parlamentar da SBPC, entre 2011 e 2016, a Sociedade e diversas entidades representativas da comunidade científica e acadêmica vêm conseguindo fazer ouvir seus pleitos e reivindicações no Congresso Nacional.

Viviane Monteiro – Jornal da Ciência

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